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Análise: de especulações sobre a Avaya até mudanças no mercado de VoIP

Por COMPUTERWORLD

06 de junho de 2007 - 08h20
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Os rumores sobre a venda da Avaya chegam em um momento financeiro saudável para a companhia. Em seu último exercício conseguiu um volume de ingressos de 5,2 milhões de dólares, com uns benefícios de 220 milhões e uma valorização global de 6,2 milhões. Além disso, possui 12% de todas as linhas telefônicas para empresas (IP e TDM) instaladas no ano passado, seguida da Nortel (13,4%) e na seqüência pela Cisco (8,5%).

Os analistas dizem que um acordo Nortel-Avaya daria lugar a uma aparição de um único jogador dominante no mercado de VoIP para empresas, com uma posição similar a da que tem a Cisco nos segmentos de routing, comutação e segurança.

Entretanto, a operação geraria uma grande confusão entre os usuários, “a compra da Avaya pela Nortel tenderia na criação de um grande fornecedor de PBX norte-americano em condições de fazer frente à Cisco”, diz Bryan Riggs, analista de Current Analysis. “Mas produziria uma enorme e massiva sobreposição de produtos”.

O mesmo aconteceria com um acordo entre a Cisco e a Avaya. Uma possibilidade que, para Zeus Kerravala, analista do Yankee Group, “é uma das coisas mais ridículas que já ouvi”. A estratégia de aquisições da Cisco se baseia na compra de pequenas empresas com tecnologias que complementam seus próprios produtos e, segundo seu CEO, John Chambers, preferivelmente com sede no vale do Silício.

As grandes compras, como a de Scientific Atlanta ou a WebEx, somente se produziu para entrar em mercados completamente novos que a companhia identifica como estratégicos. A sobreposição de produtos 100% que representa um acordo com a Avaya somente se justifica por ganhar cota de mercado, o que a Cisco não faz nunca”, afirma Kerravala.

A companhia que possivelmente tem mais a ganhar com a compra da Avaya que qualquer outro competidor de VoIP é a Alcatel-Lucent, segundo Riggs, da Current Analysis. Uma hipotética operação em que o mercado norte-americano seria chave.

A Lucent deslizou em sua cota de 35% de mercado de PBX dos Estados Unidos e agora opera com a Alcatel, que controla entre 3% e 5% do negócio de voz  (embora o objetivo da operação Alcatel-Lucent estava com foco principal nas equipes de telecomunicações para operadoras). A fabricante francesa sempre esteve interessada no mercado norte-americano e seu casamento com a Avaya teria sentido para criar um grande fabricante de comunicações de porte global.

Em qualquer caso, se produzem mudanças radicais no mercado de voz para empresas se geraria uma grande onda de consolidação, dizem os analistas. As fusões realizadas este ano entre as companhias de médio porte Mitel e Inter-Tel, assim como entre empresas de telefonia IP, como a Polycom e Spectralink, assinalam nesta direção.

Um fator condutor do processo é a ambição da Microsoft para fazer da voz sobre IP corporativa uma oferta mais de software, em combinação com o e-mail, as mensagens instantâneas e as aplicações, com Office Communications Servers 2007, esperado para finais deste ano, como sua grande aposta.

Outras forças que conduzem a essa onda de consolidação é a proliferação de serviços do tipo Skype dentro das empresas, assim como o crescente uso de telefones móveis nos negócios em detrimento dos telefones fixos, dependentes sempre de um PBX ou um servidor de chamadas IP. “Todos os cenários são possíveis, incluindo o que envolve uma mudança drástica no mercado”, assegura Elliot, do Gartner.

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