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Venda de equipamentos para WiMax deve crescer 70% ao ano até 2010, diz estudo

Região Ásia/Pacífico lidera as compras, seguida por Europa, Oriente Médio e África (EMEA). América Latina e Caribe ainda respondem pela menor fatia (14%) do total.

Por COMPUTERWORLD

11 de junho de 2007 - 10h25
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A chegada dos primeiros equipamentos para redes WiMax móveis teve um efeito imediato: uma queda de 40% nas vendas de redes WiMax fixas no primeiro trimestre de 2007. Uma pesquisa da Infonetics Research, entretanto, aponta que as redes das duas modalidades devem apresentar crescimento acelerado nos próximos anos.

Segundo o estudo, as vendas de equipamentos para redes WiMax devem apresentar um salto médio de 70% ao ano até 2010, tanto na tecnologia móvel como na fixa. Enquanto este ano esse mercado deve movimentar perto de 800 milhões de dólares, a expectativa da Infonetcs é que ele alcance 5 bilhões de dólares em 2010.

De acordo com o analista Richard Webb, responsável pelo estudo da Infonetics, "as redes WiMax fixas podem sofrer algum tipo de inibição com a chegada do padrão móvel, mas ainda se mostra bastante viável onde a necessidade de conexão supera a de mobilidade", afirmou, em comunicado distribuído à imprensa.

Por isso, ele considera que a queda de 40% nas vendas registradas no primeiro trimestre sobre o período anterior seja apenas "uma mancha" depois de um trimestre de vendas fortes (os últimos três meses de 2006, quando o crescimento foi de 39%).

O analista lembra que o ecossistema de componentes, equipamentos, aparelhos e provedores para o WiMax móvel ainda não está completo, processo que ainda vai levar tempo. Ele também acredita que o sucesso dessas tecnologias dependem de como elas trabalharão com as altas velocidades do celular (na terceira geração) em um ambiente sem fio 'multitecnológico'.

A região Ásia Pacífico liderou as compras desse tipo de equipamento no primeiro trimestre, com 35% do total, seguida pela região que engloba Europa, Oriente Médio e África (EMEA), com 33%. A América do Norte respondeu por 18% das aquisições e a América Latina e Caribe (CALA), a menor fatia do total (14%).

No Brasil, um leilão de freqüências para WiMax fixo está parado desde setembro do ano passado por questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) e o mercado já dá a disputa como perdida.

Algumas companhias, como a Brasil Telecom, que dispõe de licença adquirida em 2002, espera a certificação dos equipamentos na modalidade móvel para implantar uma rede WiMax com a mobilidade inclusa. A Anatel, entretanto, afirma que quem quiser oferecer mobilidade nesse serviço terá de pagar acréscimo no valor da licença.

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