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iPhone desaponta desenvolvedores de aplicações móveis

Desenvolvedores independentes de software dizem que o que realmente querem é a criação de aplicações nativas, enquanto Jobs diz que haverá uma nova forma de criar aplicações.

Por COMPUTERWORLD

14 de junho de 2007 - 16h50
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Há a expectativa da Apple de criar uma onda de desenvolvimento de aplicações de ISVs (desenvolvedores independentes de software) para o iPhone, mas como fazer isso? Steve Jobs prometeu que haverá uma “nova forma de criar aplicações para o iPhone”, baseado no fato de os usuários usarem o browser Safari. Mas muitos desenvolvedores estão desapontados com o que a empresa está oferecendo.

“Aplicações baseadas em web são bacanas para muitas coisas. Mas o que as pessoas estão esperando ansiosas é o desenvolvimento de aplicações nativas”, afirma Anthony Meadow, presidente da Bear River Associates, um ISV de sistemas móveis. Segundo ele, sem acesso nativo às facilidades, você não tem troca de informações e armazenamento entre aplicações. “Não existe nenhum caminho fácil para fazer isso com aplicações baseadas em web”, garante.

De forma geral, Meadow não está impressionado, embora admita que realmente não está claro o que a Apple pretende. Todavia, ele acrescenta que se a empresa não planeja ter acesso, deve dizer logo.

Ken Dulaney, analista sênior de mobilidade do Gartner diz que a solução Web 2.0 da Apple parece ser similar ao que a RIM faz agora. “Isso evita ter de colocar códigos nos equipamentos”, afirma Dulaney. Nos equipamentos da companhia RIM, a aplicação está desenhada para o lado do servidor e o cache no browser faz uma reformatação e leva isso para o equipamento. “O código está somente no aparelho”, conta.

Tecnologia similar está também em uso por fabricantes de equipamentos de manufatura que adotam o Linux da MontaVista. A empresa usa desing “computing peer”, Linux no servidor e no telefone, o que dá aos desenvolvedores a flexibilidade de separar uma aplicação no lado do cliente e do servidor.

Um ISV pode pôr uma  carga pesada ou leve no telefone, avalia Jim Ready, CTO e fundador da MontaVista. “Cada bit do Linux no telefone é tão capaz quanto o Linux no servidor”, diz. Certamente este suporte é similar ao que o Jobs anuncia sobre o Safari no desktop e o Safari no iPhone.

Entretanto, assim como Meadow, Ready tem algumas incertezas sobre as capacidades do futuro ou a falta de riqueza das aplicações rodando no iPhone. Quando as aplicações são desenvolvidas somente usando um ambiente abstrato de desenvolvimento, como o hardware e o middleware, existe uma linha decrescente em termos das capacidades de aplicações.

“Observe as taxas de vídeo. A razão que você volta a um ambiente abstrato é porque você paga pela abstração na desempenho. É um comércio de troca”, afirma.

E não somente por desempenho. Desenvolvedores também precisam escrever aplicações nativas que se aproximam do acesso do hardware e o middleware para razões de tamanho e controle, embora Meadow não veja o acesso ao hardware como o maior problema.

Mas onde exatamente está o problema para usuários corporativos e finais que precisam melhorar as aplicações de rede do iPhone?

Infelizmente, é difícil dizer quais serão as limitações de software do iPhone. A Apple quer que o equipamento seja um bom sistema de jogos móveis para uso de milhões que esperam horas no aeroporto (os brasileiros que o digam), está endereçado o problema de como fazer os desenvolvedores criarem aplicações nativas tanto para o hardware quanto para o middleware.

Também nos negócios, os celulares são normalmente usados com softwares customizados, como um código de barras e leitores RFID. “Você não pode fazer isso com uma interface de browser”, afirma Jerry Panagrossi, vice-presidente de operações nos EUA para Symbian. “Você precisa de alguma coisa mais profunda que podem falar com o middleware da IBM ou com a Oracle usando APIs para experiências ricas”.

Ready, da MontaVista, acredita que o ambiente de desenvolvimento é tão simples quanto possível vai facilitar a maior média de aplicações. Em relação às capacidades daquelas aplicações, Ready diz, “existem limites, mas às vezes está tudo bem existirem limitações”.

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