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Oi defende bancarização da população com celular pré-pago

Volume de celular pré-pago no País, de mais de 80 milhões de unidades, poderia ser usado para micropagamentos, de acordo com o presidente da operadora.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

14 de junho de 2007 - 10h56
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A Oi defendeu há pouco, ao participar de debate no CIAB 2007, o uso de celular pré-pago como forma de ampliar os índices de bancarização do Brasil. A companhia lembrou que mais de 80% dos 103 milhões de celulares em uso hoje são do modelo pré-pago e que, dessa base, acredita-se que entre 60% e 70% também não tenha conta em banco.

Na opinião de Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, "as tecnologias são simples e de fácil integração" para que isso aconteça. Ele explica que o troco que a pessoa receber do supermercado ou do ônibus, por exemplo, poderia ser carregado eletronicamente como crédito em seu celular. Com ele, o consumidor conseguiria fazer micropagamentos, com a transferência de telefone para telefone.

"Eu nunca serei um banco, a Oi é só um canal de distribuição", acrescentou, entretanto, o executivo. Segundo ele, o aumento da bancarização pelo pré-pago só depende de parcerias e de custos acessíveis. "O custo de operações como essa precisa ser incremental", afirmou Falco, para quem, se as transações tiverem os custos de um cartão de crédito ou da conta bancária tradicional, por exemplo, poderão ter pouca adesão da população.

"Na telefonia fixa a pessoa é obrigada a pagar cerca de 40 reais por mês e o número de linhas não cresce. No celular pré-pago ela não tem de pagar nada  porque o custo para a operadora é muito menor. Hoje, um cliente que recebe duas ligações por ano já paga a plataforma do pré-pago", comparou.

Ele citou o exemplo do "cheque especial" que a Oi já concede aos seus usuários de pré-pago, que garante um crédito de 3 reais adicionais ao usuário sempre que ele está no meio de uma conversa e seu crédito está para acabar.

O cliente só precisa apertar uma tecla para aceitar o crédito, que é descontado no próximo carregamento com uma taxa. Segundo Falco, por enquanto o limite está restrito a 3 reais porque é a própria Oi que financia. "Estou provocando os bancos para que se tornem parceiros dessa solução", afirmou. Hoje, além da Oi, a TIM também tem opção semelhante.

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josias - 15 Jun 2007, 19h59
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