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Ginga ainda pode estrear no set up box junto com a TV Digital

Ainda não está definido se haverá ou não a oferta de interatividade no começo das transmissões, até porque a indústria tem contrariado algumas previsões anteriores.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

26 de junho de 2007 - 11h20
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O middleware ou Ginga, a camada de software intermediária que permite o desenvolvimento de aplicações interativas para a TV Digital de forma independente da plataforma de hardware dos fabricantes de set-top boxes, está pronto e ainda não está descartado que ele esteja embutido nos produtos de TV Digital em dezembro, na ocasião do começo da transmissão do sinal.

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Quem garante é o presidente do Fórum Nacional de TV Digital, Roberto Franco, que explica que a especificação está pronta, mas que o embarque na “caixa de conversão” e a transformação em código depende da iniciativa privada. “Quem define se isso vai ser possível ou não é a indústria e não o Fórum ou o governo”, explica.

A dúvida se amplia depois da apresentação dos televisores com o set up box embutido feita pela Samsung na semana passada. “Até aquele momento os fabricantes diziam que os receptores e conversores só poderiam ser inclusos no aparelho em dezembro”, afirma Franco. O que se sabe, enfim, é que as empresas trabalham na adaptação do receptores ao Ginga - incluindo teste e homologação - e que o código para isso não está pronto (ou pelo menos que ninguém declarou estar).

Portanto, o que pode estar havendo, na opinião de Franco, é um jogo de mercado, em que as empresas não revelam suas capacidades e planos para não despertar a atenção e a possibilidade de cópia da concorrência. “O que se nota é que os fabricantes estão divulgando mais do que estão realmente fazendo”, alerta.

O executivo acredita, particularmente, que as duas possibilidades poderão estar no mercado a partir do final do ano e “inclusive é mais saudável se houver opção de produto com e sem interatividade”, defende. Isso porque, em uma casa, muitas pessoas têm diversos pontos de televisão. “Elas podem querer interatividade na sala e no quarto do casal, mas não na cozinha e no quarto dos filhos e é bom que haja set up box com diferentes preços para atender a qualquer necessidade”, exemplifica. Isso só muda se o custo de inclusão do middleware for tão baixo que dispense a necessidade de ter produto com e sem o Ginga, comenta.

Apesar disso, Franco aposta que provavelmente a indústria vai começar as atividades de TV Digital sem o middleware e depois sim vai incrementar. “O que nem o Fórum nem o governo podem fazer é obrigar os fabricantes a inserir a possibilidade de interatividade. Na minha opinião, será como o celular, que começou com poucos recursos, mas depois evoluiu”, diz.

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