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TV paga soma 4,5 milhões de casas-assinantes no Brasil em 2006

Relatório Mídia Fatos referente ao ano passado mostra que isso totaliza 16 milhões depessoas com acesso à TV por assinatura, lembrando que 80% é da classe A e B.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

27 de junho de 2007 - 14h15
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A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) anunciou nesta quarta-feira (27/06) que o ano de 2006 foi de crescimento, tanto em número de assinantes quanto de anúncios. A pesquisa mostra que existem 4,5 milhões de domicílios-assinantes no Brasil que totalizam 16 milhões de pessoas com acesso à TV por assinatura.

Os números de anúncios também foram positivos, segundo a ABTA. O crescimento do investimento publicitário foi de 42% e o aumento do volume de inserções publicitárias chegou a 25%. O diretor-executivo da ABTA, Alexandre Annenberg, ressalta que, justamente por causa dos bons resultados com os anúncios, foi possível manter os preços de mensalidade.

As perspectivas também são boas, já que a pesquisa revela que 54% dos anunciantes e agências querem aumentar o investimento na TV por assinatura. “Já estamos até enfrentando problemas de inventário e tivemos de aumentar o preço do anúncio”, revela.

O que mais atrai publicidade é a qualificação do público, formado em 80% por pessoas das classes A e B que, diariamente, gastam em média 2h18 assistindo televisão. O Índice de Potencial Consumo (IPC) de 2006 revela que 64% de quem pode se tornar cliente fica em 475 municípios.

O faturamento do setor com mensalidades e pay-per-view atingiu um recorde, segundo Gustavo Leme, vice-presidente de propaganda da ABTA, e somou 5,5 bilhões de reais, contra 4,66 milhões de reais em 2005. O dado mostra que o pagamento do usuário continua como a principal fonte. A receita proveniente de publicidade foi de 529,9 milhões de reais , contra 374,2 em 2005. “A TV paga tem os anúncios como receita marginal e isso não deve mudar, porque esse é o nosso modelo de negócios”, diz Annenberg.

Para 2007 o diretor-executivo afirma que ainda não existem números, mas que em comparação com 2006, o primeiro semestre apresentou mais estabilidade e que o crescimento neste ano deverá ser, no mínimo, igual ao apresentado em 2006. "Mas como ainda não temos números do aumento da economia nacional, não podemos prever nada mais - o que se sabe é que existem novos ingredientes, como a banda larga, que vão aumentar a atratividade", conclui.

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