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Telecom

Restrições da Anatel geram queda de 20% a 25% nas vendas da Telefônica

Companhia vendia entre 40 mil e 50 mil linhas econômicas por mês, mas passou a vender 30 mil em junho, após as proibições do órgão regulador.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

27 de junho de 2007 - 13h23
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A Telefônica sentiu uma queda de 20% a 25% nas vendas dos planos alternativos a partir do mês de maio, quando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) impôs restrições à divulgação desses planos.

Desde o mês de abril, a agência impediu as concessionárias de divulgarem, na central de atendimento, planos alternativos em minutos para não confundir o consumidor no período de transição da cobrança de pulsos para minutos, que termina em julho.

A partir deste mês de junho, além de restringir a divulgação nas centrais, a Anatel também proibiu a veiculação de campanhas publicitárias que citassem os planos alternativos, ainda sob a alegação de que poderiam trazer mais dúvidas aos usuários.

As operadoras precisam oferecer obrigatoriamente dois planos: o básico e o indicado aos que usam a linha telefônica para navegação à internet (Pasoo), mas todas elas têm planos alternativos, para públicos segmentados, lançados desde o ano passado, data inicialmente prevista para a migração pulso/minuto.

Segundo Stael Prata Silva Filho, diretor geral da Telefônica, no caso das linhas econômicas, por exemplo, cuja assinatura mensal é de 19,90 reais, a operadora vendia entre 40 mil e 50 mil acessos mensais, mas, em junho, passou a vender 30 mil.

O executivo, entretanto, ressaltou que a mudança de pulso para minuto será benéfica para a sociedade e poderá ser até positiva para o próprio balanço da Telefônica.

Segundo ele, a medida não foi criada para ter impacto na receita da companhia, mas, na medida em que o cliente puder comparar os preços da telefonia fixa com a móvel, poderá passar a usar mais o telefone fixo.

A companhia começa, na próxima segunda-feira (02/07), a última etapa da migração de seus clientes para a nova modalidade de cobrança, com a implantação da mudança na cidade de São Paulo.

Até agora, nas demais cidades que compõem o Estado, a Telefônica detectou 5% de adesão ao Pasoo criado pela Anatel para navegação à internet. Todos os demais clientes preferiram migrar para o plano básico.

Na capital paulista a Telefônica tem 2,5 milhões de assinantes. Em todo o Estado, 8,8 milhões farão a migração, já que outros 3,2 milhões utilizam planos alternativos em minutos lançados desde o ano passado pela companhia.

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