Telecom
Claro se aproveita de momento tumultuado do setor
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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Enquanto isso, a companhia teve de admitir no final de maio que recebeu uma proposta não solicitada de compra por parte da Portugal Telecom – um indício das negociações em curso entre os sócios da Vivo – mas afirma ter recusado a oferta e a própria PT divulgou ao mercado de capitais ter suspendido as conversas diante do seu insucesso.
Em outro foco de movimentação no setor, o data room, sala com as informações financeiras, da Telemig Celular e sua co-irmã Amazônia Celular já foi aberto e fechado e o mercado aguarda para as próximas semanas um desfecho na já longa história de venda das duas operadoras, hoje controladas pelo Citigroup e fundos de pensão.
A compra interessa à Vivo, que poderia suprir a lacuna de cobertura que tem em Minas Gerais, mas a Oi também admitiu ter visitado o data room. A questão, como sempre, será o preço desses ativos.
Como se vê, a situação da Claro neste momento particular é bem distinta. A companhia, hoje terceira colocada em número de clientes, com 25 milhões de assinantes em março, melhora a performance financeira trimestre a trimestre, mesmo oferecendo aparelhos gratuitamente para atrair novos assinantes.
Boa parte da transformação que se operou na companhia deve-se à estratégia traçada por João Cox, que assumiu a presidência da operadora em agosto de 2006, depois de uma bem-sucedida gestão na Telemig Celular.
Sob seu comando, a Claro deixou de ser conhecida como operadora de baixo preço e focada em pré-pagos e passou a direcionar seus esforços para o público de alta renda. O controle de custos se tornou quase uma obsessão e as ações voltadas ao mercado corporativo – muito mais rentável que o consumidor doméstico – se acentuaram.
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