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Telecom

Claro se aproveita de momento tumultuado do setor

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

29 de junho de 2007 - 06h55
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O fato é que a Claro reduz o prejuízo a cada demonstração financeira e chegou a ponto de ser “a mais rentável” do mercado brasileiro, como gosta de salientar Cox – a margem Ebitda da empresa no primeiro trimestre deste ano era realmente maior que Vivo e TIM, de 27,4% das receitas. “A Claro não se preocupa com a concorrência, eles é que têm de se preocupar”, costuma brincar o executivo.

Acompanhe a seguir os pontos de vista de Cox sobre alguns dos assuntos mais comentados no setor, após entrevista exclusiva ao COMPUTERWORLD.

Consolidação no mercado
“A consolidação acontecerá no Brasil, isso já estava previsto desde a privatização. Algumas movimentações já têm acontecido e esse processo deve continuar. Mas meu foco na Claro é a operação.  Não me preocupo com a concorrência, a concorrência é que tem que se preocupar com a Claro”.

Estratégia da Claro para chegar à liderança
O movimento de assumir a liderança depende muito dos movimentos do mercado. Um novo lance pode obrigar a Claro a mudar a tática, mas não a estratégia. Temos procurado ser coerentes: adotamos uma política comercial agressiva, que se traduz em preços bons para o cliente. Não é nosso objetivo contestar os concorrentes, nem provocá-los, a agressividade tem o objetivo de conquistar novos clientes.
Dentro dessa coerência, para ter compatibilidade comercial e rentabilidade, estamos sempre cortando ‘as gorduras’ dos custos. Hoje já somos a mais rentável do setor.

Excesso de competidores do mercado brasileiro
Mesmo com a concentração, o mercado brasileiro ainda é um dos mais competitivos. Mas queremos que os clientes sempre tenham acesso aos melhores preços e possam usar o celular cada vez mais. Nosso negócio não é vender celular, é subscrever clientes e tentar atende-los da melhor forma possível.

Alternativas para continuar a crescer
Optamos por agressividade comercial para atrair o cliente e a busca contínua da melhoria dos processos para reter o assinante. A estratégia também passa pro manter a companhia moderna e atenta às novidades. Por isso, hoje a Claro tem um ‘personal mobile’ para os usuários da Classe A (uma espécie de consultor que atende o cliente em casa ou no escritório), tem um canal de atendimento no Orkut e agora colocamos a Claro também no Second Life. E não estamos satisfeitos com o resultado, temos de estar sempre insatisfeitos.

Possível fusão entre Oi e Brasil Telecom
O que importa é que haja uma isonomia e se garanta, de fato, a competição no mercado. Para que se tenha uma idéia da importância da competição, basta ver os números da telefonia fixa no Brasil (onde praticamente não existe concorrência às concessionárias) e da móvel, em que cada região tem pelo menos três competidores.
São duas empresas abertas (Oi e BrT) e onde o governo é um dos principais acionistas, direta ou indiretamente. Os acionistas são soberanos, mas a preocupação do governo deve ser que o setor funcione de forma competitiva e com qualidade. Todas as operadoras têm uma autorização ou concessão para prestar um serviço à população e esse deve ser um serviço de qualidade.

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