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Telecom

Claro se aproveita de momento tumultuado do setor

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

29 de junho de 2007 - 06h55
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Papel do celular na economia brasileira
A telefonia celular deixou de ser um bem de luxo. Hoje, já é um produto essencial e se incorporou à vida do cidadão brasileiro. O efeito do pré-pago na economia informal, por exemplo, é enorme: se tornou um instrumento de distribuição de renda.
Por isso, não acredito que o País esteja próximo da saturação, como dizem, e acho que os índices de penetração do celular na população (que eram de 58 a cada 100 habitantes em maio, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações) continuarão a subir, ainda que a taxas menores ano a ano.

O celular é hoje a plataforma de convergência para uma miríade de serviços, setores e indústrias. Hoje, 12,5 milhões de lares têm celular, mas não têm telefone fixo no Brasil. Já se vende mais câmera fotográfica dentro do celular que fora dele e os aparelhos ‘top de linha’ têm hoje a performance de um computador de dois, três anos atrás.
É inacreditável o número de coisas que se pode agregar ao celular. Acho que ainda há muito para crescer e que estamos no período ‘jurássico’ da indústria de telefonia móvel do País.

Estratégia para o mercado corporativo
A partir do momento em que reposicionamos a marca, insistimos muito na questão tecnológica. Por isso, hoje a Claro tem modelos em todas as plataformas: Java, Windows, Simbian. Para a Claro, não é a empresa que tem que se adaptar, mas a operadora que tem de oferecer opções para que ela use o que preferir. A idéia é tornar o mais transparente possível que o celular é uma extensão do computador para os profissionais.
Além disso, graças à escala do grupo América Móvil, a Claro consegue negociar com os fornecedores para ter um preço melhor e, assim, temos hoje a maior gama de PDAs do mercado.
Com a chegada da terceira geração, o celular vai oferecer uma banda larga superior ao que muitas pessoas têm hoje em suas casas ou escritórios. Por isso, as taxas de crescimento vão ser ainda superiores às atuais.

Política de pessoal
Tenho investido muito desde que cheguei para consolidar as diferentes culturas que geraram a Claro. A companhia é fruto da união de seis operadoras, com peculiaridades regionais e, em alguns casos, com antigos acionistas diferentes. Era preciso alinhar a cultura de todas elas entre si e com a do atual acionista controlador, que tem uma preocupação excessiva com controle de custos – isso está no DNA da América Móvil – e com políticas comerciais agressivas.

A idéia é fazer com que todos os funcionários (são cerca de 8 mil ao todo) sejam envolvidos nessa estratégia. Por isso, a cada três meses reunimos todos os funcionários para dividir os resultados, ouvir contribuições e mostrar para onde está indo a companhia. O resultado desses encontros é um DVD que é colocado na rede à disposição de todos os colaboradores.

Além disso, promovemos um realinhamento de cargos e, como resultado, dois terços da diretoria mudou de posição nos últimos nove meses. A idéia é provocar as pessoas e impedir a acomodação nos cargos.

Uma empresa que cresce como a Claro tem de incentivar que os funcionários quebrem paradigmas. Por isso, a companhia promove uma ‘entrega do Oscar’ onde premia os funcionários que trazem idéias novas.

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