Publicidade

Telecom

Executivo perde o título de CEO da BenQ dias antes de início do processo judicial

Companhia se antecipa à Justiça e promove reestruturação que acaba com o cargo de CEO e separa o nome BenQ das demais atividades.

Por COMPUTERWORLD

02 de julho de 2007 - 10h42
página 1 de 1

O presidente da BenQ reteve seu título de presidente do conselho, mas vai perder o cargo de CEO das companhias do grupo de Taiwan, em meio ao processo de reestruturação anunciado semanas antes do caso de suspeita de vazamento de informações na companhia começar a ser avaliado na Justiça.

K.Y. Lee, que por um longo período presidiu o conselkho de administração da companhia e chefiou as operações do grupo, perdeu o título de CEO da divisão LCD e da própria BenQ Corp, segundo informações confirmadas hoje.

O anúncio acontece menos de um ano depois que a BenQ relatou 1 bilhão de dólares em perdas na tentativa de alto risco de construir um nome global na área de telefonia móvel. A empresa criou a divisão BenQ Mobile GmbH em outubro de 2005, depois de adquirir a divisão de celulares da Siemens.

Um ano depois, a empresa asiática teve de admitir que a acirrada competição e as pesadas perdas a obrigariam a desistir da iniciativa. Desde então, a administração da empresa tem enfrentado acusações por ter arriscado a companhia naquilo que se tornou uma estratégia desastrosa.

Financeiramente, a BenQ reportou perdas em todos os trimestres depois da aquisição da área de celulares da companhia alemã e a última linha do balanço continua no vermelho.

A redução da liquidez financeira fez com que surgissem temores de que os credores alemães possam buscar as demais unidades do grupo, depois do colapso da BenQ Mobile, o que provocou uma queda de cerca de 29% nos preços das ações da empresa neste ano na Bolsa de Taiwan.

Quando acreditava-se que os problemas da BenQ não poderiam tornar-se priores, promotores da Justiça vasculharam os escritórios da companhia e prenderam três executivos com a acusação de informação privilegiada dias antes da divulgação das perdas com a BenQ Mobile, no ano anterior.

Desde esse episódio, em março deste ano, cinco diretores da BenQ foram formalmemnte acusados. O processo deve começar a partir de 12 de julho, segundo informações da Justiça de Taiwan.

Como parte da reestruturação que tirou os títulos de Lee, as atividades de fabricação terceirizada vão adotar o nome Qisda Corp. e as divisões com o nome BenQ vão ser separadas. A reorganização deve ser finalizada até setembro. Nenhuma das divisões terá mais o cargo de CEO.

No Brasil, onde a companhia havia assumido a fábrica de celulares da Siemens em Manaus, a divisão BenQ Mobile passa por uma auditoria por parte dos investidores Enzo Monzani e Conrado Will, que pretendem assumir a marca, o centro de pesquisas e a fábrica.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas

SLIDE SHOWS

Publicidade
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld