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Telecom

Faltam profissionais especializados em TV Digital

Samsung, Philips, RF Telavo e Linear dizem que devem aumentar as contratações, mas salientam que quem vai precisar de mais mão-de-obra são as radiodifusoras.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

05 de julho de 2007 - 18h45
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Há uma carência tremenda de profissionais especializados em TV Digital no mercado e fabricantes como a Philips, Samsung, RF Telavo e Linear concordam que a demanda ainda vai aumentar.

“Se houvesse oferta de mão-de-obra, contrataria hoje pelo menos 50 profissionais, principalmente na área de radiofreqüência”, ressalta o diretor executivo da RF Telavo, Jakson Alexandre Sosa. Para solucionar o problema e diante do fato de que as universidades não têm cursos voltados para a área, a empresa diz que está formando sua própria mão-de-obra. “Varremos as faculdades do estado de São Paulo e não achamos ninguém, então partimos para buscar pessoas no nosso centro no Rio Grande do Sul”, conta.

Leia também: Conheça algumas opções de cursos de TV Digital

Segundo ele, o problema é que, como de praxe, depois do treinamento e de as pessoas ficarem lapidadas as emissoras as levam embora. “As radiodifusoras têm várias facetas e muitas áreas que precisam de especialistas, como em produtos e aplicativos de middleware que formam um cenário amplo que as fazem ter mais problemas que nós”, afirma.

Na Samsung o problema da falta de profissionais só não é maior, segundo Benjamin Sicsú, vice-presidente da companhia, porque a empresa possui um centro de pesquisas que ajuda na formação de pessoas. “Quem tem institutos desse gênero precisa treinar e contratar com antecedência”, explica. Apesar disso, ele diz que a empresa deverá aumentar o número de contratações e que a preocupação é especialmente com profissionais que entendam de semicondutores, porque “os profissionais de eletrônica são muito bons”, avalia.

A Philips conta que também não tem sofrido tanto porque acredita que ainda não chegou a hora em que precise de pessoas realmente especializadas. “Os produtos mais imediatos já estão prontos, como o set up box – talvez em dezembro e em 2008 é que precisaremos de mais desenvolvimento interno”, acredita Walter Duran, diretor de tecnologia da empresa.

De acordo com o executivo, quem realmente vai sofrer com a falta de profissionais são as radiodifusoras, que demandarão profissionais para o desenvolvimento do Ginga. “A chave do ouro está no middleware, que fica entre o sistema operacional e o hardware e vai determinar as aplicações”, descreve.

A Linear, fabricante nacional de equipamentos de transmissão de sinais para TV, contratou recentemente 23 pessoas para a linha de montagem e seis para desenvolvimento dos primeiros transmissores. O executivo diz que é difícil principalmente encontrar pessoas para o desenvolvimento, porque não existe formação para isso. “E a demanda ainda vai aumentar muito depois do início oficial das transmissões”, aposta.

Opinião do Leitor [7 comentários]

Mentira!

podem falar qualquer coisa menos falta de profissionais qualificados, como diretor técnico de uma empresa de produção audiovisual já lidamos com vídeo digital a mais de uma década, temos profundo conhecimento em gravação, edição, codificação, transmissão, interatividade, softwares e outros, somos especializados em conteúdo para TV digital, sou e conheço dezenas de profissionais altamente qualificados, infelizmente a maioria deles atuando fora de suas áreas.
Jefferson - 11 Jul 2007, 13h04

Cursos na Federal do Rio

Srs.,

Sou aluno de doutorado em Eng. Elétrica da UFRJ, na área de Processamento de Sinais/Telecomunicações. Na graduação em Eng. Eletrônica na mesma universidade, tive uma disciplina de TV Digital ministrada pelo prof. Eduardo A. B. da Silva (http://www.lps.ufrj.br/profs/eduardo/). Alem disso, o Laboratorio de Processamento de Sinais, da COPPE/UFRJ realiza pesquisas na área de TV Digital, como podemos ver em http://www.lps.ufrj.br/publicacoes/publications.html

Att.,
Tadeu Ferreira.
Tadeu - 06 Jul 2007, 08h35

COMPUTERWORLD esqueceu da UFRJ

A Computerworld esqueceu, ao fazer a reportagem, de procurar a maior universidade do Brasil, a UFRJ.

A UFRJ, através da COPPE e da Escola Politécnica, vem trabalhando em temas ligados à TV Digital há mais de 20 anos, tendo sido nos mais diversos aspectos uma pioneira na área. Suas pesquisas na área têm reconhecimento internacional. Participou ativamente na definição do Sistema Brasileiro de TV Digital (agora ISDTV).

Quanto ao treinamento, a UFRJ vem ministrando cursos de pós-graduação Scritco-Sensu em TV Digital desde 1987, de graduação em TV Digital desde 1998, de pós-graduação Lato-Sensu em TV Digital desde 1999 (www.lps.ufrj.br/telecom), e também vem oferecendo regularmente cursos de extensão em TV Digital (www.lps.ufrj.br/cursos/tvdigital.html). Também vem oferecendo regularmente consultoria e treinamento na área a diversas empresas ligadas a televisão. Nossos alunos são disputdos pelas empresas ligadas à televisão. Muitos postos-chave na área são ocupados por seus ex-alunos, tanto de graduação quanto de pós-graduação.

Atenciosamente,

Eduardo A. B. da Silva
Professor Associado
Departamento de Eletrônica - Escola Politécnica
Programa de Engenharia Elétrica - COPPE
UFRJ
Eduardo Antônio - 06 Jul 2007, 08h35
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