Telecom
GVT avalia compra de ativos de rede e vai oferecer serviços corporativos
Companhia, que já tentou comprar a Intelig no passado, afirma que agora interesse é apenas em redes que tenham ociosidade.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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A GVT tem planos ambiciosos para os próximos meses, agora que reduziu o endividamento com a captação na bolsa e tem disponíveis 809 milhões de reais em caixa.
A companhia informou hoje, em teleconferência com analistas e a imprensa, que tem planos de estender a presença para 23 cidades da região Sudeste - onde estão as concessionárias Telefônica e Oi (atual nome da Telemar), além de adquirir ativos de rede de longa distância e ingressar no segmento de serviços corporativos.
Segundo Karlis Kruklis, diretor financeiro e de relações com investidores, a companhia tem hoje 100% da chamada última milha com infra-estrutura própria. "Em um primeiro momento, tomamos essa decisão, mas hoje, diante do crescimento do tráfego de longa distância, pensamos em adquirir algumas redes", afirmou.
A companhia já tentou adquirir o controle da Intelig, que tem um amplo backbone de longa distância nacional e internacional, mas as negociações não avançaram na época. Hoje, entretanto, como salientou o diretor, "o que interessa são os ativos mesmo" e não empresas inteiras.
Ele afirmou que "muitas companhias montaram redes superestimando o potencial do mercado" e, por isso, hoje dispõem de capacidade ociosa. "Há muita fibra apagada nessas redes e é isso que queremos adquirir", explicou Kruklis.
Segundo ele, a GVT pode optar por adquirir backbone ou implantar rede própria, mas a primeira opção seria mais rápida para estender sua presença em serviços de longa distância.
Na área de serviços corporativos, a companhia pretende implantar um data center próprio até o final deste ano e oferecer serviços de gestão de TI.
Como explicou Kruklis, "em um primeiro momento a GVT focou a base da pirâmide", com serviços de dados e internet. Agora, diz ele, a companhia "segue uma tendência" e passa a oferecer também hospedagem no data center e serviços de gestão terceirizada.
Os novos serviços serão lançados "ao longo do segundo semestre", segundo ele, que explica que eles estão "em fase final de desenvolvimento". "Vamos contruir um data center próprio, mas não descartamos pontuais acordos", acrescentou.
Infraestrutura
é bom adquirir logo pois está impossível fazer DDD pela GVT, só da ocupado pq as rotas estão sempre congestionadas.
Bruno - 29 Set 2009, 11h29
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