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Telecom

Anatel vai pedir 4 vagas no grupo que discute união Oi-BrT

Consultor jurídico do ministério afirma que só depende da indicação dos representantes de cada pasta para que o grupo seja criado.

Por Taís Fuoco e Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

07 de agosto de 2007 - 15h35
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O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), empossado há cerca de cinco semanas no cargo, informou hoje que o órgão regulador já tem direito a três vagas no grupo que será criado para coordenar a criação da empresa nacional de telecomunicações, resultante da fusão entre Oi e Brasil Telecom.

Ele informou aos jornalistas, no entanto, ao participar da ABTA 2007, congresso do setor de TV por assinatura, que irá pedir mais uma vaga. "Quem tem condições de embasar essa proposta (da fusão) é a equipe técnica da Anatel", afirmou, ao justificar o pedido. Ele explicou que o número de assentos solicitado corresponde ao número de gerências técnicas da Anatel.

Ele preferiu não dar sua opinião sobre a possibilidade de fusão entre as duas companhias, mas ressaltou que o grupo não deverá tratar somente desse caso. De acordo com Sardenberg, "o grupo português (Portugal Telecom) apresentou uma idéia nova, que é o de unir empresas de língua portuguesa, uma idéia cara ao nosso coração", afirmou.

Sardenberg garantiu que "a preocupação da agência com o equilíbrio concorrencial é constante, é diária". Ele lembrou, no entanto, que "a Anatel instrui os processos, mas quem decide é o Cade".

Presente ao mesmo evento, o consultor jurídico do ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, disse que o grupo que vai conduzir os trabalhos de unificação das operadoras Oi e Brasil Telecom sai nesta semana.

Segundo ele, a equipe será formada por quatro ministérios mais a Anatel. "Só falta o minstério das Relações Exteriores, o Planejamento e a Casa Civil elegerem os seus representantes", garantiu. O próprio Bechara vai representar a pasta das Comunicações.

O governo é favorável à criação de uma empresa forte de capital nacional para fazer frente à concorrência com as grandes multinacionais do setor, como Telefônica e Telmex/América Móvil.

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