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Telecom

Sky cria unidade de negócios para atender mercado corporativo

Companhia anuncia na ABTA 2007 oferta de serviços de comunicação para empresas, como TV corporativa e locação de freqüências.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

07 de agosto de 2007 - 16h31
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ATUALIZADA - A Sky, maior companhia de TV via satélite do País, anunciou hoje a criação da unidade de negócios Sky Empresas, voltada ao mercado corporativo.

O presidente da companhia, Luiz Eduardo Baptista, informou durante coletiva de imprensa realizada na ABTA 2007, que depois da conclusão da integração da Directv, foi possível o oferecimento do serviço.

A oferta surgiu porque a empresa assumiu que alguns clientes que usavam serviços individuais mereciam tratamento corporativo. “As Casas Bahia, por exemplo, começaram com o serviço tradicional em uma, duas, três lojas e agora são 200, o que demandou a oferta”, explica o executivo.

Segundo a Sky, os serviços incluem oferta de TV corporativa e de locação e gestão de freqüências. Isso significa que algumas companhias podem alugar períodos de programação em horário comercial ou ter um canal próprio. “Entender como isso é possível é fácil, pois alguns canais em que são transmitidos jogos de futebol só são usados à noite ou nos finais de semana, o que significa que sobra um espaço nos horários comerciais”, detalha.

Segundo Baptista, foram investidos 250 mil dólares em software e infra-estrutura, porque a infra já estava lá e só foi preciso organizá-la. “Mas é preciso entender que são dois negócios diferentes, que podem estar ligados ou não”, acrescenta.

A companhia já atende companhias como Fiat, Ambev, Casas Bahia, Todeschini, ABN/Amro Bank e Santander Banespa, antes mesmo da criação da unidade de negócios. Um estudo realizado pela Bain&Company, encomendado pela Sky, mostrou há uma oportunidade de negócios superior a 200 milhões de reais e as 500 maiores empresas brasileiras demandam um serviço do gênero.

A companhia fechou o ano passado com 1,45 milhão de clientes e estima para 2007 1,6 milhões de assinantes. Em relação ao faturamento, a estimativa é chegar a 1,1 bilhão em 2007, o que representa um aumento de 45% em relação a 2006. “Isso é bom para contrariar quem duvidou do satélite. Nós vamos muito bem, obrigada”, brinca.

Com a nova unidade de negócios, a operadora pode reduzir sua dependência da receita de TV paga, onde ela concorre com companhias de cabo, que em muitos casos, além da TV, também oferecem banda larga e telefonia, serviços não disponíveis na rede da Sky. A estimativa é de que o Sky Empresas represente entre 3% e 4% do faturamento total em 2008 e que esse valor duplique a cada dois anos, chegando a entre 15% e 20% da receita em cinco anos.

A companhia diz que estudou a concorrência do IPTV, mas que isso ainda não preocupa, pois essa tecnologia precisa de uma rede física, o que não acontece com o satélite. “Pouca gente até hoje viu o IPTV funcionando, porque o que se faz com esse padrão são apenas testes e, segundo o presidente da operadora de televisão a cabo, “treino é treino e jogo é jogo”.

Baptista diz ainda que a corporação não vai dedicar mais de um transpoder para os negócios da nova unidade, entre os 17 que possui. "Atualmente estamos usando apenas 20% de um transpoder", detalha.

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