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Telecom

Produção da Nokia Siemens no Brasil cai para um terço em 3 anos

Chairman para América Latina da companhia afirma que valorização do real dificultou ainda mais a produção local.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

08 de agosto de 2007 - 15h40
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A produção de estações radiobase da Nokia Siemens, que já foi de cerca de 1 mil equipamentos por ano, caiu para um terço, ou cerca de 300 estações, com a redução no volume de investimentos por parte das operadoras de celular.

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Além disso, fatores como valorização do real, aliada à carga tributária e ao chamado custo Brasil, tornam ainda mais difícil produzir no Brasil, na avaliação do chairman da companhia para a América Latina, Aluizio Byrro.

A Nokia Siemens, depois da fusão, decidiu terceirizar sua produção local com a Siemens Enterprise, que tem na unidade de Curitiba (PR) uma plataforma de exportação dos equipamentos corporativos.

Por isso, a Siemens Enterprise produz para a Nokia Siemens as estações radiobase, DSLAMs e equipamentos de rede de acesso, fixo e móvel. "Mas dois terços da fábrica é ocupado hoje pela área corporativa da Siemens", disse o executivo.

Segundo ele, "a demanda por estações radiobase caiu muito", na medida em que o volume de assinantes de celular no País passou a crescer a índices mais baixos.

Em 2005, lembrou ele, o Brasil adicionou 20 milhões de novos assinantes de celular, número que caiu para 18 milhões em 2006 e cujas previsões mais otimistas para este ano falam em 14 milhões. "É uma média de 20% de queda ao ano", afirmou Byrro.

Além disso, mesmo em serviços, a companhia perde competitividade quando disputa negócios com outros países diante do encarecimento da mão-de-obra. "Um engenheiro de software que custava 35 dólares por hora há três anos, hoje custa 55 dólares", comparou Byrro.

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"Dessa forma, um engenheiro do Leste Europeu, que fala inglês perfeitamente e está a uma hora de vôo das principais capitais européis, custa hoje menos que um brasileiro", ponderou.

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