Telecom
3G: regras trazem mais apreensão que entusiasmo
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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“A TIM entende que o objetivo do governo é a universalização, isso é importante, mas a tal possibilidade de redução no valor da licença não está prevista no edital colocado em consulta”, alertou o presidente da TIM, Mario Cesar Pereira de Araujo. Segundo ele, nesse edital “tem de se viabilizar a saúde financeira das empresas”.
O compartilhamento de infra-estrutura entre as operadoras nas cidades de menor porte, como sugeriu o próprio conselheiro da Anatel, “é um caminho, mas depende do interesse de cada operadora”, avaliou Araujo.
A TIM é uma das empresas que pretende questionar esse modelo durante o período de consulta. Segundo o presidente, as cidades menores “talvez não tragam o retorno do investimento”.
A Claro afirmou que “ainda não teve oportunidade de avaliar a proposta de edital”, segundo seu presidente João Cox. O executivo, entretanto, ponderou que, apesar de não haver cobertura de celular em cerca de 40% dos municípios brasileiros, “90,2% da população está hoje em áreas cobertas”.
Ele também lembrou que “o número de cidades descobertas diminui ano a ano”. Em Minas Gerais, por exemplo, uma iniciativa do governador Aécio Neves (PSDB), o projeto Minas Comunica, vai levar cobertura de celular a mais 400 municípios daquele estado até o final deste ano, em um modelo que prevê isenção de ICMS para as operadoras.
Cox avaliou que “em cidades pequenas, onde o consumo (de celular) é baixo, a equação de rentabilidade sobre as vendas não fecha”.
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