Telecom
3G: regras trazem mais apreensão que entusiasmo
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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De qualquer forma, o presidente da Claro afirmou que a operadora “está atenta a todas as oportunidades e à evolução tecnológica” e faz, inclusive, testes de terceira geração na faixa dos 850 MHz, na medida em que tem essa parte do espectro liberada pelos seus atuais clientes.
Além dela, a Telemig Celular também informou que implantará uma rede de terceira geração a partir deste segundo semestre, diante das sobras de freqüências antes usadas pelo padrão TDMA, cujos assinantes estão migrando para o GSM.
As companhias, no entanto, não pretendem abrir mão de adquirir faixas maiores de freqüência para a chegada dos novos serviços, que são também novas fontes de receita em um segmento hoje dominado pela voz. O leilão da Anatel será nas faixas de 1,9 e 2,1 GHz, segmento reservado pela agência para esse momento da telefonia móvel.
Por isso, Vivo e Oi preferiram não tornar públicos seus comentários sobre as abrangências de cobertura, mas comemoraram a possibilidade de conseguir espectro. “Esse leilão nos interessa porque significa mais espectro e a possibilidade de oferta de novos serviços”, disse Roberto Lima, presidente da Vivo.
José Luis Salazar, diretor financeiro e de relações com investidores da Oi, também disse que a operadora “ainda não tem posição” sobre as exigências colocadas no edital, mas ressaltou que “evidentemente temos interesse, é uma evolução tecnológica e teremos de participar”.
Não será o ‘príncipe encantado’
Se as operadoras têm dúvidas e críticas sobre o modelo, os fabricantes de equipamentos também não se mostram muito animados, ainda que estejam passando por uma carência forte de pedidos.
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