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3G: regras trazem mais apreensão que entusiasmo

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

15 de agosto de 2007 - 07h05
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Para José Antonio Vazquez, diretor comercial executivo da Alcatel-Lucent, a terceira geração “não vai ser o príncipe encantado que esperávamos”.

Depois de rápidas contas, ele chega à conclusão de que o processo “não vai salvar ninguém da penúria”.
Vazquez afirma que a Alcatel-Lucent “trabalha com um cenário mínimo” para a terceira geração, ou seja, não será algo para as massas e, sim, para poucos usuários. “Não vai chegar nem em parte da área coberta pela segunda geração”, afirmou.

Por isso, ele raciocina que, se as três maiores operadoras (TIM, Claro e Vivo) colocarem, juntas, 3 a 4 mil sites de terceira geração, gastarão algo como 300 milhões de reais em equipamentos.

“É um terço do que só a Vivo gastou para implantar sua rede GSM no ano passado”, compara Vazquez, já que a Vivo gastou 1,08 bilhão de reais na rede sobreposta à atual, cujos equipamentos foram contratados da Ericsson.

Por isso, na sua avaliação, com a realização desse leilão “a indústria não fica salva e o serviço é para poucos”. Mudanças nesse cenário poderiam acontecer se houvessem grandes projetos de inclusão digital das três esferas de governo (federal, estadual e municipal) ou se saísse também, por exemplo, o leilão das freqüências para o WiMax, parado no Tribunal de Contas da União (TCU) desde setembro do ano passado.

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