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Telecom

3G: regras trazem mais apreensão que entusiasmo

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

15 de agosto de 2007 - 07h05
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Vazquez também acredita que as operadoras continuem a pressionar a indústria por redução nos preços. “É uma ginástica que já acontece há tempos”, afirmou, lembrando que o contrato de GSM da Vivo, por exemplo, era estimado em mais de 2 bilhões de reais, mas a companhia conseguiu reduzir o gasto pela metade.

Nem mesmo a possibilidade de que as operadoras tenham de atender cidades com menos de 30 mil habitantes – das quais metade (cerca de 2 mil) não tem hoje nenhuma cobertura – anima o executivo da Alcatel-Lucent.

“As operadoras poderão colocar 1 mil estações radiobase para atender todas essas localidades. O investimento para isso seria de 30 milhões a 50 milhões de reais, é marginal”, afirmou Vazquez.

O presidente do conselho da Nokia Siemens, Aluizio Byrro, concorda que “o volume de negócios vai ser pequeno mesmo” e que os preços estão “completamente aviltados”, ainda mais quando se lembra que o processo de terceira geração acontece em um momento em que a indústria está quase sem pedidos.

Ele lembra que, segundo apuração da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), no primeiro trimestre deste ano a receita da indústria que atende o setor de telecomunicações caiu 24% em relação ao mesmo período do ano passado.

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