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Telecom

WiMax: leilão completa um ano sem solução à vista

Para presidente da TelComp, foi um 'ano perdido' para todos: consumidores, operadoras e governo. Marcos Vilaça, do TCU, mantém processo em seu gabinete desde dezembro.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

04 de setembro de 2007 - 18h35
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O leilão de freqüências de banda larga sem fio pelo padrão WiMax, realizado em 4 de setembro do ano passado, completa hoje um ano sem solução ou consenso entre governo e operadoras.

Naquele dia, cerca de 100 companhias apresentaram propostas para adquirir parte das faixas, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, no mesmo dia 4, a suspensão do processo para avaliar o modelo de determinação do preço mínimo por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Desde então, as propostas foram guardadas em um cofre e o processo, paralisado. Mas essa não foi a principal polêmica do processo.

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O edital da Anatel proibia as concessionárias de telefonia fixa de participarem do processo, como forma de estimular a competição e a atração de novas companhias ao mercado de banda larga. Elas, entretanto, conseguiram, nas vésperas do leilão, liminares na Justiça que a Anatel até hoje não conseguiu reverter.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Leitura errada!

A leitura que ninguém ganha com o adiamento da implantação do WIMAX é errada. As operadoras de telefonia ganham! O objetivo delas é ganhar tempo, adiando o máximo possível, a adoção de um novo sistema que minimizará seus lucros abusivos com a banda larga que chega a custar, aqui no Brasil, até mais de 300 vezes que em outros países. A questão de região onde podem participar ou de preço mínimo são secundários, a estratégia das operadoras (eficaz até o momento) é retardar o processo via lobby, liminares e processos jurídicos (espero que não demore o mesmo tempo que levará para por o Maluf na cadeia). Acredito que os demais atores como anatel/governo, se tivessem real interesse em implantar o WIMAX, se não estivessem compactuando com este lobby, já teriam revertido este cenário de várias outras formas possíveis há muito tempo atrás.
delfino - 05 Set 2007, 09h47
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