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WiMax: Abrafix tem esperança de que novo edital saia ainda este ano

Associação que concentra concessionárias de telefonia fixa se queixa da interrupção no diálogo entre operadoras, ministério e Anatel, mas espera retomada do processo.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

05 de setembro de 2007 - 15h30
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Apesar do leilão das freqüências de WiMax ter completado ontem um ano sem conclusão ou sinal de solução à vista, a Abrafix, associação que congrega as concessionárias de telefonia fixa, tem esperança de que um novo edital saia até o final deste ano, ou nesses três meses que faltam em 2007.

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José Fernandes Pauletti, presidente da Abrafix, disse há pouco que vê "com tristeza" o ano que passou. "Parte desses projetos já podiam estar implantados, mas faltou interesse", disse ele.

Na sua avaliação, "a Anatel já podia ter soltado outro edital, mas não o fez". Ele acredita que a causa dessa decisão seja o fato da agência "ter dificuldade em aceitar decisão judicial", já que as concessionárias, proibidas no edital de apresentar propostas para o leilão, obtiveram liminares na Justiça que a Anatel não conseguiu derrubar.

Diante disso, diz ele, "as empresas e a sociedade estão perdendo". Em sua opinião, só as companhias que já têm licença (do leilão realizado em 2002) se beneficiam dessa demora.

Essas empresas, segundo ele, "terão um ou dois anos de vantagens" em relação às demais. As únicas três operadoras que dispõem dessas licenças são Brasil Telecom, Embratel e Neovia.

De acordo com Pauletti, as concessionárias aceitam "restrições adicionais" para que sua presença seja permitida no leilão, mas há, segundo ele, "algumas propostas irracionais com as quais não concordamos".

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Assim como o presidente da TelComp, Luis Cuza, Pauletti também se queixou da interrupção dos diálogos entre operadoras, ministério e Anatel. Para o presidente da Abrafix, no entanto, "é lógico que é possível um entendimento", desde que existam propostas, "e não chantagens", reiterou.

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