Publicidade

Telecom

Sistema de concessões de radiodifusão é uma anomalia, diz pesquisador

César Ramos diz que "o atual cenário da Comunicação Social na Constituição Federal é uma colagem de interesses conflitantes, construída de última hora".

Por COMPUTERWORLD*

19 de setembro de 2007 - 15h20
página 1 de 1

O instituto da concessão e da permissão para os serviços de radiodifusão no Brasil é uma anomalia normativa e precisa ser revisto em profundidade, com urgência, desde os preceitos constitucionais que o assegura, até a legislação. A afirmação é do professor da faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), Murilo César Ramos.

O tema veio à tona durante a Conferência Nacional Preparatória de Comunicações, que terminou hoje (19/09) na Câmara dos Deputados. Em 2007 vencem as concessões de 28 canais de TV, 80 rádios FMs e 73 AMs, de acordo com Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

A cada 10 anos para o rádio, e a cada 15 no caso da televisão, o governo deve avaliar o conteúdo veiculado nas emissoras, a responsabilidade social das empresas e a regularidade fiscal, conforme diz a Constituição.

Segundo o artigo que regulamenta os serviços de radiodifusão no Brasil, as emissoras também devem produzir conteúdos educativos, mostrar cultura nacional, manifestações populares regionais e produção independente. As emissoras só perdem as concessões se receberem votos contrários de dois quintos dos 513 deputados.

César Ramos diz que "o atual cenário da Comunicação Social na Constituição Federal é uma colagem de interesses conflitantes, construída de última hora", e por isso defende que "o instituto da concessão e da permissão precisa ser revisto".

Atualmente, a responsabilidade de autorizar o funcionamento de uma emissora de rádio ou televisão e também renovar a concessão da atividade são atribuições do Ministério das Comunicações, Congresso Nacional e Presidência da República.

Em 2006, a CCTCI não renovou a concessão de 83 emissoras de radiodifusão. Os pedidos voltaram para a Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara, onde devem ser reavaliados para, em seguida, seguirem para votação no plenário.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas

SLIDE SHOWS

Publicidade
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld