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Telecom

Operadoras aceitam discutir redução de preço, desde que mantenham saúde financeira

Vivo vê 'com preocupação' propostas do ministro, enquanto TIM aceita discutir desde que sua saúde financeira seja preservada. Para Oi, questão passa pela interconexão.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD*

02 de outubro de 2007 - 13h36
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As operadoras de telefonia móvel receberam com dúvidas e preocupação as afirmações feitas ontem à noite pelo ministro Hélio Costa, das Comunicações, de que quer discutir formas de reduzir o preço das chamadas no celular e ampliar o uso do telefone móvel no País.

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O presidente da TIM, Mario Cesar Pereira de Araujo, sugeriu: "vamos sentar e conversar, desde  que a saúde financeira das empresas seja preservada".

O executivo afirmou que existe hoje "um movimento nos bastidores" para que o consumidor tenha acesso a serviços e benefícios "com o dinheiro das celulares". "Isso é fazer cortesia com chapéu alheio, é um escândalo", afirmou Araujo, sem, no entanto, revelar de quem partiria esse movimento de bastidores.

Já o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, afirmou que "o ministro, lá dentro do seu gabinete, não deve estar atualizado sobre as nossas últimas ofertas". Segundo ele, o preço do pré-pago entre a rede de uma mesma operadora - ligações de Oi para Oi ou de TIM para TIM, por exemplo - custa hoje 10 centavos.

Entre as operadoras, no entanto, o preço é mais alto por conta dos acordos de interconexão. "Só tem duas coisas a fazer", afirmou Falco: "reduzir a carga de impostos ou rever os contratos de interconexão".

A partir de 2008, lembrou ele, a interconexão será regulada de acordo com os custos apresentados por todas as operadoras, em um novo modelo.

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Roberto Lima, presidente da Vivo, também disse achar "preocupante" a afirmação do ministro de que é preciso reduzir os custos porque hoje, segundo Lima, "ninguém está ganhando dinheiro, ninguém tem margens positivas no setor".

Ele afirmou aos jornalistas que a própria licitação de terceira geração é uma preocupação  porque vai exigir investimentos altos "e não se sabe se a receita virá na mesma velocidade da necessidade de investimentos".

Segundo ele, cabe às operadoras esclarecer ao ministro e à sociedade "qual é a real situação do setor".

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