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CPqD: interatividade da TV Digital será quarta grande onda de telecom

Diretor de TV Digital no CPqD lança a aposta e diz que, depois da telefonia, da radiodifusão e da internet, interatividade será o que vai mudar a rotina e os hábitos.

Por Luiza Dalmazo

03 de outubro de 2007 - 15h21
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As possibilidades da interatividade que será viabilizada na televisão, após o lançamento da TV Digital, são tantas que levaram o diretor de TV Digital do CPqD, Juliano de Castilho Dall’Antonia, a apostar que esta é a próxima grande aplicação tecnológica. “Sim, é cedo para afirmas, mas é em que eu aposto”, declara.

Acompanhe cobertura completa da Futurecom 2007
Assista a Webcast com Marcelo Bechara, consultor jurídico do Minicom, sobre TV Digital

No estande do centro na Futurecom 2007 há a demonstração de um sistema de interatividade, que funciona por meio do controle remoto do receptor (ou set up box)  e que mostra como deverá acontecer as ações interativas. “Com os todos os grandes bancos de varejo, por exemplo, já conversamos para viabilizar os sistemas de pagamentos de contas pela televisão”, explica Sidney Longo, também da diretoria de TV Digital.

Entretanto, até que seja realmente difundido, deverá levar 10 anos, conforme estima Dall’Antonia. “Parece bastante, mas é menos do que levou a telefonia, que precisava da construção da rede e da internet, que exigia que as pessoas tivessem computadore. Para a TV Digital, qualquer opção de canal de retorno e os aparelhos de televisão estão aí”, afirma.

Entre as aplicações interativas que serão viáveis, inicialmente, há pagamento de contas, aplicações de governo eletrônico – que envolve declaração de isento do imposto de renda e outras questões associadas a aposentadoria – e até de educação. “Já existem diversas aplicações prontas no Ministério da Educação e isso também me faz acreditar que em dois anos já ter muitas coisas de interatividade em funcionamento”, estima Longo.

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Outro fator que faz o CPqD apostar na interatividade são as limitações da internet, que hoje é fundamentalmente baseada em texto. “Na televisão a navegação é mais simples, pelo controle remoto apenas”, explica.

Nas próximas semanas, o Ginga estará disponível para acesso e pesquisa e assim poderá ser visto com detalhes as possibilidades de interação. Entretanto, Longo explica que o middleware não é obrigatório para que aconteça a interatividade. “Se o receptor vier sem o Ginga, basta que haja uma aplicação diferenciada para o receptor de cada fabricante, o que significa que de uma forma ou de outra será possível haver interatividade”, revela.

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