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Telecom

Anatel vê entraves para permitir oferta de 3G antes do leilão

Agência afirma que a resolução que determinou faixas para a próxima geração de telefonia móvel não inclui a de 850 MHz, que Telemig e Claro querem usar.

Por Taís Fuoco e Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD*

03 de outubro de 2007 - 09h08
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Não é só a Telemig Celular que está enfrentando dificuldades para obter na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a aprovação para lançar serviços de terceira geração, utilizando as faixas de freqüência de 850 MHz liberadas pelos antigos usuários do padrão TDMA. A Claro afirma estar com toda a estrutura pronta para lançar o serviço, mas lida com a mesma dificuldade.

Acompanhe a cobertura completa do Futurecom 2007

"Acho curiosa essa discussão sobre terceira geração no País porque, como autorizatária, contratamos espectro e é nossa obrigação dar a ele o melhor uso. Por isso, se temos faixas de 850 MHz vagos é nossa obrigação perante a agência e a sociedade ocupá-las", afirmou João Cox, presidente da Claro, que participa da Futurecom 2007.

A mesma queixa havia sido feita ontem (02/10) por André Mastrobuono, presidente da Telemig Celular, que lançou o serviço em escala comercial em agosto, logo depois do anúncio da compra de seu controle pela Vivo, mas pretendia iniciar as vendas perto do Natal.

A agência, no entanto, procurada para explicar a demora, afirmou que a resolução que destinou freqüências para a terceira geração não previu a faixa de 850 MHz. Por isso, como explicou Jarbas Valente, superintendente de serviços privados da agência, a área técnica responsável fez os estudos necessários e encaminhou o assunto à procuradoria.

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"Demos autorizações para testes em caráter experimental, mas a condição de uso [em escala comercial] não estava devidamente regulamentada. Por isso, encaminhos para a procuradoria e depois ela enviará o assunto para a aprovação do conselho", disse o superintendente.

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