Telecom
Para operadoras, sem ação pública, banda larga não chegará às classes D e E
Além da já discutida redução da carga tributária, falta política pública que inclua internet no método de ensino e leve o acesso aos locais hoje sem rede.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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A questão da carga tributária no setor de telecomunicações, amplamente discutida na semana passada, durante a Futurecom 2007, voltou à tona hoje (08/10), mas para outro serviço: a oferta de banda larga.
Para os debatedores de um fórum promovido esta manhã pela Telefônica, sem redução dos impostos e uma política pública ampla, a banda larga não chegará às classes D e E, que correspondem a 70% da população brasileira.
"Ninguém vai perder receita se houver redução da carga tributária porque hoje ela [a receita] praticamente não existe em banda larga", afirmou Antonio Carlos Valente, presidente do grupo Telefônica no Brasil, ao citar que, dos 180 milhões de habitantes, o Brasil tem 6,5 milhões de usuários de banda larga.
Por isso, ele defendeu que, "em algumas situações, é conveniente que a carga tributária seja reduzida para o mercado se desenvolver, por um período de tempo que seja", afirmou, citando o exemplo dos computadores.
Para dar um panorama da situação brasileira mesmo diante de outras nações da América Latina, Valente citou dados da pesquisa Digiworld, encomendada pelo grupo Telefónica e que pela primeira vez englobou a América Latina.
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"Em números de centros comunitários, de acesso gratuito à internet, a Argentina é hoje a líder, com 28 mil centros públicos e privados e 900 pessoas por centro", citou Valente.
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