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TV Digital: saiba como o MEC planeja usar sistema para melhorar educação

Secretário de educação a distância, Carlos Eduardo Bielschowsky, detalha as estratégias do governo para usar a TV Digital como forma de aperfeiçoar a educação no Brasil.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

22 de outubro de 2007 - 12h10
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No período em que se discutiu qual o padrão de televisão digital que seria usado como base para o sistema usado no  Brasil, o governo repetiu diversas vezes que uma das premissas era a inclusão digital que poderia ser promovida por meio da tecnologia. Hoje, nas vésperas da estréia da TV Digital no Brasil – em dois de dezembro o sinal começa a ser transmitido em São Paulo – o Ministério da Educação (MEC) detalha como pretende colocar em prática essas intenções.

Segundo o secretário de educação a distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, o uso da tecnologia vai acontecer de duas formas: uma com resultados rápidos e outras a longo prazo. A primeira medida será a divisão do canal destinado a educação em quatro bandas, sem o privilégio de imagens e som em alta resolução.

Assim, será possível manter o canal da TV Escola; abrir espaço para a transmissão dos melhores materiais produzidos pelas TVs universitárias brasileiras; criar a Universidade Aberta do Brasil – destinada ao treinamento de professores universitários –; e um canal que vai funcionar em parceria com o ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o ministério da Saúde para transmissão de conteúdos que dizem respeito a esses órgãos. “Isso vai permitir campanhas mais detalhadas e explicativas contra epidemias e até aulas gravadas diretamente de museus, por exemplo”, diz.

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O secretário afirma também que a interatividade a princípio será usada no canal da Universidade Aberta do Brasil, aproveitando para abordar temas mais densos que não têm espaço na televisão aberta.

A interatividade, inclusive, é justamente o segundo item que o MEC considera que será aproveitado pelo recurso trazido pela tecnologia. “Isso não vai acontecer já, mas é uma importante perspectiva para o futuro”, garante Bielschowsky. Ele conta inclusive que o órgão já realizou um projeto piloto com um laboratório da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), com quiz, textos e outras simulações de cenários que podem ser criados. “Que é possível interagir, sabemos, mas ainda é preciso descobrir em que nível e vamos conseguir a execução de projetos quando tivermos um set up box mais evoluído”, garante.

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