Telecom
A banda larga ficou móvel. E agora?
Demora em licenciar novas freqüências de banda larga, como as de WiMax, e a chegada da 3ª geração de celular podem derrubar liderança das operadoras de telefonia fixa.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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O Brasil tem hoje cerca de 111 milhões de assinantes de telefonia móvel, mas apenas 40 milhões de linhas fixas em funcionamento. A disparidade pode se repetir em outra arena, a banda larga, diante da proximidade de opções de acesso que garantam a mobilidade aos clientes.
Atualmente, o País tem cerca de 6,5 milhões de usuários de banda larga, mas todos atrelados a uma conexão física: ADSL, em sua maioria, e cabo. Diante da necessidade de cobrir uma área maior e de dar conveniência ao usuário, as tecnologias que ganham terreno com cada vez maior rapidez poderão trazer a mobilidade – seja o padrão móvel do WiMax, seja a terceira geração de celular.
Com isso, pode-se esperar um novo embate à vista entre empresas de telefonia fixa e móvel? Como reagirá a Anatel diante desse movimento? O leilão das freqüências de 3,5 GHz e 10 GHz, que as companhias esperam há mais de um ano para levar banda larga a outras regiões do País – hoje cerca de 2 mil cidades das 5.565 do Brasil não têm nenhuma rede de alta velocidade – não prevê a mobilidade, mas, enquanto ele não sai, aproxima-se a versão móvel da tecnologia.
Esperam por esse leilão tanto operadoras que ainda não atuam com banda larga e vêem no WiMax a possibilidade de implantar uma rede mais rapidamente e a menores custos que as tradicionais via cabo e ADSL, como as próprias concessionárias, que esperam ampliar suas atuais coberturas com menores gastos.
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O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou na Futurecom 2007 que “a próxima prioridade da pasta será o WiMax”, mas acrescentou que, “se a mobilidade já está disponível nessa tecnologia, deve ser incorporada à oferta”. Segundo o ministro, é preciso sempre “buscar a opção que garanta a melhor escolha ao usuário”.
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