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Telecom

A banda larga ficou móvel. E agora?

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

25 de outubro de 2007 - 07h05
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A TIM, por exemplo, foi a primeira a lançar um serviço de dados que atende mesmo aos usuários que não são seus assinantes no serviço de voz e pode ser acoplado tanto a desktops como a notebooks. Mas apenas o chip do celular, na terceira geração, poderá levar conexões de alta velocidade a qualquer cliente.

Duas companhias já têm suas redes prontas para essa inovação, antes mesmo do leilão, previsto para 18 dezembro deste ano: Telemig Celular e Claro. Ambas utilizaram brechas de freqüências liberadas pelos antigos usuários de TDMA (que migraram para o GSM) e adaptaram sua estrutura para que os clientes possam se conectar a velocidades de até 5 Mbps.

No estado de São Paulo, para efeito de comparação, apenas 10% dos clientes da Telefônica têm hoje banda larga com velocidade acima de 1 Mbps, índice que a operadora prometeu elevar para 90% até o final deste ano, com investimentos em sua rede.

A Anatel, entretanto, não parece disposta a permitir que as companhias passem na frente do seu cronograma. Por isso, não deu o sinal verde para as duas operadoras, sob o argumento que a resolução da terceira geração não previu o uso de freqüências como a de 850 MHz, que Claro e Telemig têm disponíveis. O assunto está sendo analisado pela procuradoria e é possível que o leilão aconteça antes que ele tenha uma solução.

O fato é que, antes ou depois do leilão, as empresas de telefonia móvel acreditam que “a terceira geração de celular vai ser mais competitiva que ADSL e cabo no serviço de banda larga”, como afirma João Cox, presidente da Claro.

Segundo ele, a terceira geração tende a baratear tanto o uso da voz como de dados. “Não será preciso quebrar parede e passar fios, a instalação é muito mais barata”, justifica.

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