Telecom
A banda larga ficou móvel. E agora?
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
Compartilhe:
Na avaliação de José Fernandes Pauletti, presidente da Abrafix, entidade que reúne as operadoras de telefonia fixa, ainda que a banda larga móvel avance, “cada um terá seu espaço, sua função”.
O representante das operadoras fixas admite que pode acontecer uma disparada no número de assinantes de banda larga móvel, assim como aconteceu com o de celulares – em relação ao número de linhas fixas –, mas lembra que “o terminal não é tão pequeno como o celular”, já que para a conexão o usuário precisaria de um handheld ou notebook.
Ciente da oportunidade – e do risco para os negócios de sua empresa – da chegada da banda larga móvel, o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, admite que “o WiMax é uma janela de esperança para a expansão da banda larga no País”.
Por isso, a companhia quer participar do leilão das freqüências. Em relação à terceira geração, ele reconhece que será uma “nova janela que se abrirá em alguns meses no Brasil”, com a possibilidade de levar as conexões velozes a um número cada vez maior de brasileiros.
“A Telefônica não tem telefonia móvel, mas participa do capital da Vivo, que com certeza deve se preparar para a oferta desses serviços”, ressalta o executivo.
Um fator crucial, entretanto, ainda permanece sem definição: o preço da oferta de serviços de banda larga. Mario Dias Ripper, da F&R Engenheiros Consultores, ressalta que hoje 74,5% dos domicílios brasileiros têm algum tipo de telefone – fixo ou móvel –, mas 27,7% desses só possuem o móvel.
Nas classes D e E, onde ainda há muito espaço para a internet crescer, a renda disponível para telecomunicações é de 6% da receita mensal, ou 48 reais por mês. “Hoje o preço de uma conexão de banda larga ainda está muito acima disso”, pondera o consultor, já que o patamar do acesso com provedor começa em 80 a 90 reais mensais.
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


