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Inovação é a chave para o resgate da Motorola

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD*

25 de outubro de 2007 - 09h25
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Por estes espaços, a atenção é dividida por tecnologias com cunho de inclusão digital – como o amplificador dentro da caixa de proteção do cabo de fibra óptica que pode aumentar o alcance do sinal para até 60 quilômetros em áreas rurais – ou os roxos e amarelos quiosques de energia solar para que usuários de celulares Motorola em regiões com falta de eletricidade, como em países da África, abaixo do deserto do Saara, por exemplo, possam recarregar seus aparelhos até duas vezes por semana.

Pouco à frente, sai de campo a consciência social e o visitante conhece, praticamente em transe, um avatar ‘übercool’ (expressão utilizada em duas de cada três frases pelos executivos da empresa) em terceira dimensão para aparelhos celulares que, além de representar o dono do telefone em ligações para amigos ou parentes, também dança a música tocada no MP3 ou pode participar de jogos interativos com outros avatares amigos.

Ou, ainda, outro aparelho celular abusando da capacidade de ser ‘bacana’ ao imitar as cores das roupas do usuário dentro de um determinado espectro. No exemplo apresentado, o celular acompanhou a troca de roupas de uma modelo, deixando de ser vermelho para ser laranja.

Uma tecnologia, contudo, tem potencial para ser uma febre no mercado brasileiro – apesar de ser sumariamente ignorada por boa parte dos profissionais nascidos nos Estados Unidos. Combinando mobilidade, conectividade sem fio e conteúdo de internet e televisão, um projeto piloto da Motorola permite que o torcedor que está no estádio assistindo a um jogo de futebol consiga ver replay dos gols e muito mais.

“Com o celular rodando na rede Wi-Fi do estádio, o torcedor poderá baixar a escalação do time, ver os melhores momentos do time ou de determinado jogador, comprar ingressos ou ainda a camiseta do clube”, conta Frederick Kitson, vice-presidente de aplicações do centro de pesquisas da empresa.

Neste projeto, continua o executivo, cinco novas câmeras de vídeo foram instaladas no estádio apenas para obter o replay. A ‘nova experiência de mídia’ está em fase de testes na liga de futebol do México.

Para a iniciativa foi estudado até, conta Kitson, um modelo em que o aparelho e o serviço no estádio são 100% subsidiados por anúncios, não custando nada para o torcedor. Mas esta estratégia, contudo, foi abandonada.

“Nossos parceiros locais nos aconselharam a criar uma oferta em que o celular era cobrado do usuário. Caso contrário, ele ia ser arremessado no campo após o gol do adversário”, diz, sorrindo.

Depois de todas as apresentações, entrevistas e mesas redondas, e nenhuma referência à crise financeira que a Motorola passa, fica a sensação que a empresa que era conhecida pelos seus telefones celulares está apostando cada vez mais em conectividade, conteúdo e – também – em software.

Com orçamento de pesquisa e desenvolvimento de cerca de 4 bilhões de dólares anuais, a Motorola precisa manter-se inovadora e, mais, passar a idéia de que é inovadora para o mercado ,se tem o objetivo de alcançar os patamares de lucratividade anteriores.

De acordo com Padmasree Warrior, as patentes registradas apontam para esse caminho da inovação, já que foram registradas 811 apenas neste ano. Além disso, a política de aquisições, defende a CTO, está capacitando a empresa a atuar com escopo completo no mercado de conectividade.

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“De duas aquisições em 2005 e outras duas em 2006, fechamos cinco compras em 2007. Estamos muito ativos para atender às necessidades dos clientes”, define.

A expectativa (e a visão que sustenta o trabalho atual) é que a Motorola vai ser uma empresa cada vez mais lucrativa e interessante para fazer negócios quando a conectividade for uma realidade para todos.

“Queremos manter as pessoas conectadas não só em casa ou no trabalho, mas em qualquer ambiente. Além de termos o retorno financeiro, também”, arremata Padmasree.

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