Telecom
Banda larga pela rede elétrica: novo cenário para as telecomunicações
Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD
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A Copel (Companhia de Energia Elétrica do Paraná), é uma das concessionárias que já tem um piloto em PLC, que estará operacional até o final de 2007, atendendo a 300 consumidores curitibanos.
Já a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) estuda o uso de PLC para que a sua subsidiária de televisão a cabo Way TV (cuja venda para a Oi foi recentemente autorizada pela Anatel) transmita o sinal televisivo pela rede de energia já no início de 2008.
Por sua vez, a Celg (Companhia Energética de Goiás), garante que a oferta comercial para clientes corporativos e consumidores finais vai estar disponível até meados de 2008. O caminho está tão claro que, anualmente, acontece um seminário sobre a tecnologia com troca de experiências entre as concessionárias.
Os dilemas tecnológicos do PLC continuam incomodando, especialmente aqueles relacionados com a eficiência do acoplador que realiza o ‘bypass’ do transformador (transportando o sinal de internet diretamente, enquanto a energia passa por indução de média para baixa tensão) e o seu preço impeditivo, assim como a falta de uma definição do IEEE (organização mundial de define padrões de conectividade) sobre a tecnologia apontando especificações sobre a camada física e o medium access control para a tecnologia funcionando com freqüência abaixo de 100 MHz, que promete velocidade de 2 GB/s em situações de pico (existe a previsão de uma decisão dentro de seis a oito meses).
Há, também, a falta de uma definição na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sobre a freqüência que poderá ser usada no Brasil sem interferir em outras, como de rádio-amadores ou zonas de comunicação exclusivas das Forças Armadas, para citar alguns exemplos.
Fruto da desregulamentação
O PLC, assim como outros serviços pela rede elétrica, só se tornaram possíveis com a mudança no modelo de negócios. Antes, as concessionárias viam a venda da conexão para o usuário final como a única maneira de monetizar a operação, o que estagnava a adoção, dada a falta de escala e os altos preços dos aparelhos como acopladores e modens. Mas hoje isso mudou.
As concessionárias entenderam que têm em mãos a rede elétrica, com penetração em 98% do território brasileiro, e o backbone ótico, o que as coloca em posição única de trafegar os serviços por uma rede mais interessante, dependendo da região em vista.
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