Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

Telecom

Banda larga pela rede elétrica: novo cenário para as telecomunicações

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

29 de outubro de 2007 - 07h05
página 2 de 5

A Copel (Companhia de Energia Elétrica do Paraná), é uma das concessionárias que já tem um piloto em PLC, que estará operacional até o final de 2007, atendendo a 300 consumidores curitibanos.

Já a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) estuda o uso de PLC para que a sua subsidiária de televisão a cabo Way TV (cuja venda para a Oi foi recentemente autorizada pela Anatel) transmita o sinal televisivo pela rede de energia já no início de 2008.

Por sua vez, a Celg (Companhia Energética de Goiás), garante que a oferta comercial para clientes corporativos e consumidores finais vai estar disponível até meados de 2008. O caminho está tão claro que, anualmente, acontece um seminário sobre a tecnologia com troca de experiências entre as concessionárias.

Os dilemas tecnológicos do PLC continuam incomodando, especialmente aqueles relacionados com a eficiência do acoplador que realiza o ‘bypass’ do transformador (transportando o sinal de internet diretamente, enquanto a energia passa por indução de média para baixa tensão) e o seu preço impeditivo, assim como a falta de uma definição do IEEE (organização mundial de define padrões de conectividade) sobre a tecnologia apontando especificações sobre a camada física e o medium access control para a tecnologia funcionando com freqüência abaixo de 100 MHz, que promete velocidade de 2 GB/s em situações de pico (existe a previsão de uma decisão dentro de seis a oito meses).

Há, também, a falta de uma definição na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sobre a freqüência que poderá ser usada no Brasil sem interferir em outras, como de rádio-amadores ou zonas de comunicação exclusivas das Forças Armadas, para citar alguns exemplos.

Fruto da desregulamentação
O PLC, assim como outros serviços pela rede elétrica, só se tornaram possíveis com a mudança no modelo de negócios. Antes, as concessionárias viam a venda da conexão para o usuário final como a única maneira de monetizar a operação, o que estagnava a adoção, dada a falta de escala e os altos preços dos aparelhos como acopladores e modens. Mas hoje isso mudou.

As concessionárias entenderam que têm em mãos a rede elétrica, com penetração em 98% do território brasileiro, e o backbone ótico, o que as coloca em posição única de trafegar os serviços por uma rede mais interessante, dependendo da região em vista.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas

SLIDE SHOWS

Publicidade
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld