Telecom
Banda larga pela rede elétrica: novo cenário para as telecomunicações
Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD
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Estas companhias notaram que podem fazer mais do que vender a conexão no varejo, ganhando pela entrega do serviço, de maneira semelhante à adotada pelas operadoras de telefonia celular, ao subsidiar os aparelhos para os consumidores finais. A mágica foi feita.
Mais. Os lucros gerados por estes serviços vão ser fundamentais para as concessionárias de energia levantarem recursos para investir em melhorias da atual rede elétrica, caminhando em busca do smart grid – as redes inteligentes de eletricidade. É o nascimento de um novo cenário de telecomunicações no Brasil.
“As concessionárias estão implantando uma rede de transporte multisserviço fundamentada em um mix de ofertas dos mais variados, das quais uma delas é o PLC”, resume José Vilaça Vasconcelos, engenheiro de telecomunicações da Celg, concessionária de energia classificada como referência pelo Opera, grupo europeu de PLC.
Orlando Cesar, consultor de telecom da Copel, completa: “Depois que o cliente acionou o modem PLC, o call center liga automaticamente e pergunta quais os serviços ele quer. Em um futuro próximo, vai ser simples assim”.
Esta é a base prática no Brasil do conceito das redes A2A (any to any), que estão aportando por aqui. Com uma infra-estrutura consolidada nas duas pontas – energia e fibra ótica –, as concessionárias de energia estão em uma posição única para oferecer qualquer serviço (diretamente ou através de parceiros), de qualquer prestador, para qualquer cliente interessado.
A possibilidade de ganhos é impressionante. Para se ter uma idéia, levantamento recente do Yankee Group indica que as redes A2A vão gerar no mundo nada menos do que 1 trilhão de dólares até 2016.
“A mudança no modelo de negócios acaba com o problema de escala, já que não é mais obrigatório que existam 100 usuários de PLC para cada transformador. A concessionária não recebe pela conexão, mas ganha pela entrega do serviço”, conta Orlando Cesar.
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