Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

Telecom

Banda larga pela rede elétrica: novo cenário para as telecomunicações

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

29 de outubro de 2007 - 07h05
página 5 de 5

Para o professor Moises Ribeiro, o problema é também das concessionárias. Não falta apenas o treinamento dos fornecedores, mas também um mapeamento detalhado das características das redes das próprias empresas que atuam no Brasil. “Não dá para discutir transmissão de dados se não há o conhecimento sobre a rede, não é possível estimar o real potencial”, defende.

José Vilaça Vasconcelos, da Celg, compartilha a mesma opinião. “É preciso um estudo do cenário. Se tenho 100 consumidores potenciais, não vou colocar um aparelho para 10 mil”, comenta.

Paulo Porto, da CEEE, ressalta a falta de apoio dos governos, destacando que o Rio Grande do Sul pode ser “um exemplo” em inclusão digital, ele completa: “Temos um enlace ótico avaliado em 70 milhões de reais, que passa por boa parte do estado. Com ele, podemos levar, via PLC, acesso à internet para áreas remotas. Mas precisamos de recursos. O governo, especialmente federal, pode auxiliar isso”, relata.

Os novos entraves não vão levar o PLC a um novo estado de congelamento no Brasil? “Não”, garante Orlando Cesar, da Copel. “A informação não é luxo, com o PLC é possível oferecer acesso a telecomunicações na favela. A pressão de monopólio dos fornecedores tradicionais existe, mas com o Brasil na 65ª posição em acesso digital, o PLC vai decolar em pouco tempo”, arremata.

Aneel: regulação para proteger a eletricidade
As regulamentações representam outro ponto polêmico do PLC no Brasil. No que diz respeito às responsabilidades da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), define Carlos Alberto Mattar, supervisor de regulação dos serviços de distribuição da agência, a tecnologia vai receber parâmetros governamentais no início de 2008 com objetivo de garantir que os novos serviços não causem prejuízos na transmissão de eletricidade.

“Teremos uma audiência pública para ouvir demandas da sociedade e depois a norma será publicada. O objetivo principal é preservar a qualidade da energia elétrica”, diz.

O superintendente afirma que é preciso garantir que o tráfego de dados, por exemplo, não interfira no nível mínimo e máximo de tensão. “Não vamos definir qual vai ser a freqüência de onda em que o PLC deve operar para não ter interferência, mas vamos cuidar para que não haja poluição na rede de eletricidade”, define.

Em relação ao controle da tarifação sobre os novos serviços, Mattar afirma que o tema só será analisado com dados mais concretos, quando as empresas concessionárias de energia estiveram atuando comercialmente com a solução. “Não discutimos o valor em princípio, mas essa receita – como qualquer outra – vai ser vista e entrar sob a modicidade tarifária [garantia de que um cidadão possa pagar água, luz e telecomunicações recebendo um salário mínimo]”, completa.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas

SLIDE SHOWS

Publicidade
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld