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Empresa de capital ibérico chega para disputar mercado de SMS no Brasil

Companhias espanhola e portuguesa criam a Memo para atuar no mercado brasileiro de soluções corporativas para telefonia móvel e aprovam investimento de R$ 20 milhões.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

05 de novembro de 2007 - 18h23
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O fundo de investimento espanhol Ibertel e a companhia portuguesa Movensis decidiram investir no Brasil. As sócias criaram a Memo, companhia que desenvolve soluções corporativas para uso de SMS, ou troca de mensagens de texto pelo celular.

A partir do sucesso da iniciativa brasileira, as sócias poderão levar o exemplo da Memo para outros países da América Latina ou mesmo para Portugal, onde o idioma é o mesmo do Brasil.

O fundo espanhol controla 75% da nova companhia, enquanto a Movensis detém os demais 25%. Depois de passar os últimos 12 meses estruturando a companhia no País, as sócias aprovaram um investimento de 20 milhões de reais até setembro de 2008 na criação de um portal com serviços e em campanhas de mídia.

Segundo Flávia Colombelli, diretora executiva da Memo, "o SMS é mais seguro que o WAP ou a internet" por manter todos os dados criptografados e, por isso, a companhia aposta na conquista de corporações para serviços que usem essa via de comunicação.

Uma das expectativas da nova companhia é nos serviços de mobile banking através do SMS. Segundo Flávia, a Movensis foi responsável pelo primeiro caso de SMS banking da Europa, em 2001, com o banco Millenium BCP.

Hoje, os clientes deste e de outros bancos podem realizar consultas de saldo e fazer movimentações na conta, acessar e pagar fatura do cartão de crédito, solicitar talão de cheques e comprar e vender ações na bolsa com troca de mensagens pelo celular.

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Mas os serviços não se restringem aos bancos. Em Portugal, citou a executiva, o próprio consumidor lê o registro do consumo de água e manda a informação para a empresa estatal. Se quiser, ele também pode pagar a conta pelo celular.

O portal que a companhia pretende lançar no Brasil terá opções de wallpaper, ringtones, blogs e comunidades. Segundo Flávia, a diferença em relação a concorrentes como Ligaki e Toing será que "o usuário vai poder desenvolver seus próprios conteúdos e criar suas comunidades".

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