Telecom
Vivo critica preço mínimo das freqüências de 3G
Para operadora, ao preço estipulado, 'conta pode não fechar' e o Brasil terá um ritmo de adesão à terceira geração mais lento que o previsto.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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A Vivo afirmou hoje ter ficado "surpresa" com os preços mínimos estipulados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para as freqüências de terceira geração, que serão leiloadas no dia 18 de dezembro.
Segundo Ernesto Gardelliano, diretor de relações com investidores da Vivo, em encontro com os jornalistas hoje (06/11), a companhia ficou "um tanto surpresa com os valores e os compromissos de abrangência".
Segundo seus cálculos, os preços mínimos, que totalizam 2,8 bilhões de reais em todo o País, exigirão um investimento de pelo menos 635 milhões de reais de cada operadora - conta que ele fez a partir da existência no País de quatro grandes operadoras: Vivo, TIM, Claro e Oi.
Os compromissos de abrangência envolvem levar a telefonia móvel a todos os municípios com até 30 mil habitantes em cinco anos. Além disso, quem levar uma licença em São Paulo terá de obrigatoriamente levar uma nas regiões Norte ou Nordeste.
De acordo com Roberto Lima, presidente da operadora, "existe um consenso de que a terceira geração é importante para o Brasil, mas a esses preços o equilíbrio econômico fica difícil de ser alcançado".
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O executivo ainda afirmou que "não gostaria de ver o Brasil na situação da Europa porque erraram na conta", referindo-se às licenças bilionárias cobradas naquela região e que adiaram a estréia dessa fase da telefonia móvel naquele continente, já que muitas operadoras acabaram por devolver a licença antes de iniciar a operação.
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