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Ed Zander deixa de ser CEO da Motorola em meio à crise

Companhia, que no último balanço perdeu 94% do lucro e recentemente perdeu a segunda posição no ranking para a Samsung, terá novo executivo a partir de 1 de janeiro.

Computerworld, EUA

30 de novembro de 2007 - 14h38
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O conselho de diretores da Motorola anunciou hoje (30/11) que irá substituir Edward Zander, 60 anos, como CEO da companhia a partir de 1 de janeiro de 2008. O executivo vai, no entanto, permanecer como presidente do conselho de administração até maio.

Zander será substituído no posto de principal executivo da companhia de equipamentos por Greg Brown, de 47 anos, que hoje ocupa a diretoria operacional da Motorola, segundo comunicado distribuído nesta manhã.

A companhia americana perdeu 94% do seu lucro no último balanço e, recentemente, perdeu também o posto de segunda maior fabricante de celulares em unidades para a Samsung. A líder mundial continua sendo a Nokia.

Na nota, Zander afirma que no próximo ano completará 40 anos de atuação na indústria de tecnologia. Ele afirmou que "este é o momento certo para me mover a uma outra fase em minha vida e passar mais tempo com a família". Segundo ele, trabalhar na Motorola nos últimos quatro anos foi uma "experiência maravilhosa".

Jeff Kagan, um analista independente baseado em Atlanta, afirmou que a saída de Zander está ligada ao seu sucesso apenas parcial na condução de uma fabricante de equipamentos em meio às transições vividas hoje nessa indústria, onde uma companhia de celular tem de ser quase uma empresa de design de moda, segundo ele.

"Ed Zander veio da Sun para transformar a Motorola e foi de alguma forma bem-sucedido, mas o sucesso não se manteve", afirmou o analista.

O principal erro de Zander, na sua avaliação, foi achar que "só o sucesso do Razr era o suficiente", Kagan adicionou. "Não foi. O Razr foi um grande sucesso, mas a Motorola tinha de ter conseguido substituí-lo com algo tão ou mais empolgante, em vez de ficar insistindo naquele mesmo modelo", disse.

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Kagan ponderou que a indústria de celulares se move muito rapidamente, como a indústria de moda. "O que é um grande sucesso hoje não será no próximo ano", disse ele. "A Motorola, como uma empresa de moda, precisa sempre pensar no que será a próxima coqueluche porque o sucesso de hoje só vale para hoje".

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