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Análise: a hora da TV Digital chegou

Depois de dez anos de discussões sobre o tema – além de atrasos, polêmicas e pesquisas –, o sinal finalmente começará a ser transmitido no Brasil

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

03 de dezembro de 2007 - 05h30
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Era para ter sido na Copa do Mundo do ano passado, mas a data do início das transmissões digitais de tevê foi transferida para o dia dois de dezembro. E, dessa vez, nada de adiar. Emissoras de TV, indústria de eletroeletrônicos, governo e até a academia correram para garantir o cumprimento desta segunda data marcada.

Mesmo sem todos os elementos de gravação, transmissão e recepção do sinal estarem perfeitamente prontos, nada parece impedir a estréia. A maior polêmica envolvendo o tema em 2006 – sobre a escolha dos padrões que serviriam de base para o nacional – se esgotou quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em junho de 2006, a escolha pelo ISDB japonês (Integrated Services Digital Broadcasting).

Hoje isso é passado. Agora, os profissionais do setor esforçam-se para explicar que o padrão escolhido é nipo-brasileiro, devido às adaptações e aperfeiçoamentos acrescentados ao do Japão.

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Entre os destaques está o MPG4, padrão de compressão de imagens avançado, que garante mais sobra de espaço no espectro, e o Ginga, software de interatividade desenvolvido localmente e que permite mais possibilidades do que os existentes (como por exemplo, múltiplos canais de retorno simultâneos).
No entanto, entre a decisão do modelo na metade de 2006 e a estréia agora em dezembro, não houve tempo hábil para tantos testes apropriados.

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O vice-presidente de novos negócios da Gradiente, Moris Arditti, diz que se fosse considerar o tempo tradicional de preparação de um produto para chegar à prateleira, a TV Digital teria de esperar ainda mais. “Se seguíssemos os processos normais, o produto chegaria às lojas em dezembro de 2008 e não de 2007”, diz, porque as especificações foram definidas pelo Fórum Nacional de Televisão Digital e aprovadas pelo Comitê de Desenvolvimento do Ministério das Comunicações há apenas quatro meses.

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