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Análise: a hora da TV Digital chegou

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

03 de dezembro de 2007 - 06h30
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Por esta e outras razões a “festa” da estréia da televisão digital está mergulhada em interrogações. Nem o governo e a indústria conseguiram se entender até este momento. Durante meses o ministro das comunicações Hélio Costa defendeu que o preço dos receptores (também chamados de set top boxes) seria de 180 reais.

Antes disso, falou até em 100 reais. Mas os produtos apresentados por empresas como a Semp Toshiba, Gradiente e mesmo a Associação dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) garantiu que não será possível oferecer um produto de recepção por menos de 700 reais.

O consultor jurídico do Minicom, Marcelo Bechara, indicou em entrevista ao COMPUTERWORLD que a divergência em relação ao preço acontecia porque havia sido apresentado ao governo pelas empresas RF Telavo (brasileira) em parceria com a Encor (indiana), um equipamento portátil por esse preço. Entretanto, o que não ficou claro é que o equipamento usa tecnologia one-seg, apropriada apenas para equipamentos de poucas polegadas.

Outros destaques do COMPUTERWORLD:
> Faltam profissionais especializados em TV Digital
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> Ministro promete conversor de TV digital a R$ 180
> Brasil corre contra o tempo para implantar TV Digital
> Por que indústria e governo divergem sobre preço dos receptores

Esta, entretanto, não é a única questão não respondida. O Ginga ainda não foi apresentado comercialmente. Assim, os equipamentos vão estrear sem o que prometeu no início do processo ser o maior atrativo da televisão digital nipo-brasileira: a interatividade.

Mesmo assim, as esperanças não se esgotam. Enquanto as emissoras de televisão se esforçam para adaptar os equipamentos de gravação e transmissão do sinal em alta definição, já que essa foi a prioridade estabelecida, em detrimento da multiprogramação – os programas pioneiros de gravação em HD são as novelas Duas Caras, da Globo, e Dance Dance Dance, da Bandeirantes –, o governo faz planos.

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