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Análise: a hora da TV Digital chegou

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

03 de dezembro de 2007 - 06h30
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O ministério da Educação planeja usar os recursos para levar conteúdo adicional de ensino. De acordo com o secretário de educação a distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, a interatividade a princípio será usada no canal da Universidade Aberta do Brasil, aproveitando para abordar temas mais densos que não têm espaço na televisão aberta.

Os consumidores, por enquanto, são os que parecem menos afetados pela televisão digital. Apesar da campanha de esclarecimento veiculada na tevê aberta desde 03 de outubro, as dúvidas persistem. Ainda existem indefinições. As emissoras abertas, por exemplo, ainda não se entenderam com as operadoras de cabo na questão do envio do sinal digital.

Se tiver de ser reempacotado nas estações das operadoras de televisão por assinatura, o sinal perde qualidade. Assim, até agora, o consumidor terá duas alternativas. Ou resgata a antena do armário, para receber sinal de alta qualidade, ou terá de saber que, apesar de pagar caro pelo receptor ou uma nova televisão, não contará com o melhor sinal.

O negócio de televisão, entretanto, não tem escolha e precisa mesmo correr. Lançar o novo modelo de televisão é a alternativa do setor para acirrar a corrida pela liderança na venda de equipamentos – em 2007, os computadores de mesa superaram os televisores. Foram 10 milhões de PCs contra 9,5 milhões de televisores, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Confira especial do IDG sobre TV Digital

A implementação da TV Digital, segundo Luciano Leonel Mendes, do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), tem o objetivo de aumentar o poder de atração de programas frente às demais mídias. “A principal delas é a internet, que tem o perfil de criar conteúdos para diversos tipos de público e agradar a todos ao mesmo tempo, sem interrupções de anúncios de limpeza em um site de discussão sobre carros”, compara.

Por isso, apesar de a competição não ser direta, já que um equipamento não deverá substituir o outro – a tevê continuará sendo usada como instrumento de entretenimento de grupo, enquanto a internet é para uso solitário e busca de informações específicas – essa é a tentativa da televisão de voltar a despontar no conceito popular como a principal fonte de informação e entretenimento e sair detrás da sombra que a internet atualmente projeta sobre as telas.

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