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TV Digital: aproveite as oportunidades de negócio que surgem

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

03 de dezembro de 2007 - 07h05
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Entretanto, um dos criadores do Ginga (software de interatividade desenvolvido no Brasil), Guido Lemos, explica que um dos avanços permitidos pelo sistema usado localmente é que foi pensado dentro de uma estrutura que considera a possibilidade de comunicação entre diversos eletroeletrônicos. “Quando a televisão digital foi concebida nos EUA, Europa e Japão, não havia redes sem fio Ethernet ou PLC (Power Line Communications) e isso limitava como a interatividade podia ser explorada”, argumenta.

No Brasil, várias pessoas podem participar se conectarem o celular via Bluetooth ou usando outros tipos de canais de retorno (a telefonia fixa, móvel e a rede WiMax são exemplos). Nesse caso, o telespectador acessa tanto os recursos interativos dos programas quando sistemas transacionais, como de comércio eletrônico, acesso a bancos e até os sistemas de governo eletrônico.

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“Outro filão importante é o de propaganda, já que quem criar meios interativos atraentes poderá ter mais vantagem e resultado direto de resposta do público a partir do espaço usado”, ressalta Sidney Longo, da diretoria de TV Digital do CPqD. Justamente por essa razão, os desenvolvedores de sistemas interativos representam a maior parte da demanda de mão-de-obra que será criada pela tevê digital, que segundo a NEC, é de 25 mil empregos diretos.

Para isso, no entanto, o Ginga precisa ficar pronto comercialmente, o que ainda não aconteceu. Essa, inclusive, é uma grande oportunidade de atuação para qualquer profissional da área. E tentar, literalmente, não custa nada. O software está registrado no nome da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e da Universidade Federal da Paraíba, mas ambas decidiram não cobrar royalties por quem acessa a norma e promove o desenvolvimento a partir dela. “Só quem quiser o sistema pronto – caso queira acelerar o tempo de desenvolvimento – terá de pagar às universidades”, explica Lemos.

Os desenvolvedores brasileiros de software, conhecidos pela habilidade e criatividade na elaboração de jogos para celular e videogames, poderão investir em um novo filão, o de aplicativos que rodarão nos aparelhos receptores de TV digital.

As operadoras de telefonia, se incentivarem a exploração da interatividade, também poderão se beneficiar, porque são essas empresas que oferecem a maior parte das opções de canal de retorno. E a interação é muito mais abrangente do que apenas como formas de entretenimento, como hoje se destaca.

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