Telecom
TV Digital: aproveite as oportunidades de negócio que surgem
Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD
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Para o diretor da novela Dance Dance Dance, da rede Bandeirantes, Del Rangel, existe um profissional na produção das novelas para responder às perguntas sobre onde encontrar em lojas as roupas e acessórios dos personagens. “Com a interatividade, essas informações e até a compra dos produtos poderá ser feita com o uso do controle remoto, o que prova que, na verdade, a interatividade é sinônimo de negócios”, destaca.
O CPqD concorda com a afirmação do diretor e, conforme destaca Sidney Longo, após dois ou três anos da estréia do padrão digital, tanto emissoras quanto fabricantes e agências de publicidade contarão com alguma ferramenta interativa. “Acreditamos que a interatividade da tevê digital é o próximo boom das comunicações, depois da telefonia fixa, da televisão tradicional e da telefonia móvel”, aposta outro profissional do CPqD, Juliano de Castilho Dall’Antonia.
Por isso, o diretor-executivo da RF Telavo, Jakson Alexandre Sosa, comenta que, além da demanda por profissionais nas emissoras de televisão aberta, também há vagas difíceis de serem preenchidas na indústria. Para solucionar o problema e diante do fato de que as universidades não terem muitos cursos voltados para a área, a empresa está formando sua própria mão-de-obra.
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Entretanto, segundo ele, depois do treinamento e de as pessoas ficarem com bom nível de conhecimento, as emissoras as levam embora. “As radiodifusoras têm várias áreas de necessidade e muitas precisam de especialistas, como em produtos e aplicativos de middleware que formam um cenário amplo que as fazem ter mais problemas que nós da indústria”, afirma.
Na Samsung, o problema da falta de profissionais só não é maior, segundo Benjamin Sicsú, vice-presidente da companhia, porque a empresa possui um centro de pesquisas que ajuda na formação de pessoas. “Quem tem institutos desse gênero precisa treinar e contratar com antecedência”, explica. Apesar disso, ele diz que a companhia deverá aumentar o número de contratações e que a preocupação é especialmente com profissionais que entendam de semicondutores, porque “os profissionais de eletrônica são muito bons”, avalia.
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