Publicidade

Telecom

Para deputado, faltou política industrial para baratear conversor da TV digital

Para Semeghini, o conversor chegou ao varejo a um custo muito acima do esperado por falta de incentivos à indústria nacional. Os benefícios ficaram limitados à Manaus.

Por Redação do COMPUTERWORLD

04 de dezembro de 2007 - 11h10
página 1 de 1

Na avaliação do deputado federal Júlio Semeghini, que é também presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, a razão da demora do governo em anunciar incentivos para a produção em grande escala de conversores da TV digital é a falta de uma política industrial.

Segundo o deputado, que participou neste domingo (02/12) da cerimônia que marcou o início das transmissões digitais da TV aberta em São Paulo, o governo deveria ter traçado uma estratégia para que os conversores disponíveis tivessem preços mais acessíveis já no lançamento da TV digital.

A expectativa do mercado, e até de pessoas ligadas ao governo, era de que Lula fizesse algum anúncio nesse sentido na própria cerimônia. Mas o presidente da República limitou-se a informar, em seu discurso, que havia pedido ao BNDES a abertura de uma linha de crédito de 1 bilhão de reais para o varejo, e nenhuma medida para a produção dos equipamentos.

Entre os executivos presentes, houve quem opinasse que as medidas devem sair nos próximos dias, assim que for fechado um acordo para a prorrogação da CPMF no Congresso Nacional.

Na avaliação de Semeghini, o conversor chegou às redes varejistas a um custo muito acima do desejado pelo governo e pelos consumidores por falta de incentivos à competição na indústria nacional. Os benefícios ficaram limitados à Zona Franca de Manaus.

Para ele, o conversor da TV digital deveria ser tratado como um bem de informática, e sua produção deveria estar inserida em uma política industrial séria que estimulasse a competição na indústria nacional.

A opção do governo de manter incentivos para a produção dos novos equipamentos a uma única região acabou diminuindo o interesse na fabricação dos conversores, na sua avaliação.

Outros destaques do COMPUTERWORLD:
> Dilemas éticos em TI: até onde você vai?
> Felicidade profissional é igual a menos horas e mais energia
> 10 dicas para equilibrar vida pessoal e profissional
> Conheça os melhores lugares para férias geek
> Você já passou por um halloween em TI?

"Não adianta financiar conversores com um preço alto", disse o parlamentar sobre a linha de crédido do BNDES. "É preciso uma política industrial que reduza o seu custo", completou o deputado, em comunicado distribuído à imprensa.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas

SLIDE SHOWS

Publicidade
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld