Telecom
5 entraves que podem ofuscar o brilho do WiMax
Por Computerworld, EUA
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Para Redman, o potencial sucesso do Xohm se esteia, em parte, em uma visão de dispositivos de baixo custo, abaixo de 100 dólares, como um iPhone barato com uma tela maior. “Mas isso será difícil”, acredita o analista do Gartner.
West disse que serão necessários 50 milhões de dispositivos, ou mais, nos próximos três anos, funcionando por meio de redes WiMax Xohm. Sem citar nomes, West informou que cinco fabricantes de laptop já aderiram e vão fornecer chip sets WiMax integrados para laptops.
A Sprint selecionou os fornecedores de infra-estrutura para Xohm porque eles fabricam dispositivos móveis, e um deles, a Motorola, até demonstrou uma versão alfa de telefone wireless capacitado para WiMax. A Intel também demonstrou um laptop com um chip WiMax integrado e está trabalhando com a Nokia para fornecer handhelds que incorporam um módulo Echo Peak com capacidades WiMax e WiFi combinadas.
Inevitavelmente, existe uma relação entre ter dispositivos suficientes executando chips WiMax e atrair interesse do mercado suficiente para que os clientes comprem dispositivos executando WiMax em grande quantidade, observaram analistas.
Talvez não seja muito diferente de antigamente, mas com WiMax, e em especial com Xohm, o cronograma parece ser mais premente do que antes por causa da variedade de tecnologias sem fio concorrentes, sobretudo nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos.
5. Como WiMax se sai em relação à concorrência?
No lado do equipamento de rede, Motorola, Intel e Nokia parecem estar na dianteira em termos de conexão com Xohm. Entretanto, a Nortel Networks, que não ganhou o papel de fornecedora de equipamento WiMax para Xohm, ainda vislumbra um grande mercado para equipamento WiMax e tem vários desenvolvimentos a caminho. No cenário norte-americano, há também dezenas de fornecedores menores trabalhando em cima dessas tecnologias.
A pergunta sem resposta, segundo Ayvazian, é: como Xohm se sairá nos próximos dois anos até a Verizon Wireless e a Vodafone (companhias de telecomunicações internacionais) começarem a trilhar um caminho para uma tecnologia Long-Time Evolution (LTE) para banda larga wireless?
LTE, em alguns aspectos fundamentais, é similar a WiMax, observou ele, já que ambas as tecnologias se apóiam em antenas multiple-input, multiple-output (MIMO) e em Orthogonal Frequency Division Multiplexing (OFDM) para envio de sinais.
Além disso, a AT&T já começou a disponibilizar a rede BroadBandConnect 3G em GSM com a utilização, pela primeira vez no mundo, da tecnologia High-Speed Downlink Packet Access (HSDPA). A AT&T está anunciando velocidades médias de downlink na faixa de 400Kbps a 700Kbps, mas o potencial destas redes, teoricamente, é superior a 14Mbps, disse Redman. Ainda assim, ele acredita que HSDPA será apenas tão veloz quanto WiMax em redes do mundo real.
Redman observou que WiMax apresenta menos latência, o que aprimora seu uso para tecnologia de voz. WiMax também emprega o espectro disponível com mais eficiência, um fator que será importante para as operadoras que fornecem as redes e para os usuários finais.
Entretanto, como acontece com muitas tecnologias de rádio, um grande número de variáveis afeta o que um usuário final pode fazer sem fio, incluindo a eficiência do dispositivo cliente que ele carrega, explicou Mathias.
Em uma rede WiMax, afirmou West, muitos canais poderiam ser acrescentados a uma antena em zonas densamente povoadas para melhorar a performance de um dispositivo cliente. Em outra entrevista, porém, Mathias replicou: “Certamente, mas o que acontece quando você acrescenta muitos e muitos usuários?”
Além disso, a Sprint Nextel, em colaboração com a Clearwire, tem o controle de licenças no espectro de 2.5 GHz para WiMax nos Estados Unidos. Esse controle é o que alguns especialistas vêem como uma vantagem clara sobre qualquer operadora que almeje entrar no mercado WiMax aqui.
Diante do licenciamento do espectro e das tecnologias de banda larga concorrentes, Redman previu, em fins de 2006, que em 2011 haverá menos de 10 operadoras wireless internacionais implementando WiMax.
O fato é que a última previsão Yankee Group foi acelerada. Os 7 a 8 milhões de assinantes de WiMax nos Estados Unidos em 2011 e 27 milhões mundialmente deverá se antecipar em um ano, levando em conta as parcerias da Sprint com a Clearwire e a Google.
É óbvio que WiMax tem pela frente muitas questões, obstáculos reais e obstáculos potenciais. Ainda assim, a promessa é tão grande que, embora os analistas não queiram se mostrar excessivamente otimistas, também não estão pessimistas demais ao prever o sucesso que será alcançado.
O desempenho de Xohm em seus primeiros mercados em Baltimore/Washington e Chicago em dezembro deverá responder a muitas dessas perguntas.
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