Telecom
CPqD começa a transferir tecnologia WiMax para a indústria em 2008
O instituto utilizou recursos do Funttel para desenvolver know how no padrão de banda larga sem fio, fixo ou móvel, e se prepara para licenciar aos interessados.
Por Redação do COMPUTERWORLD
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O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) começa a transferir tecnologia do padrão WiMax de banda larga sem fio para a indústria brasileira a partir do primeiro semestre de 2008.
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O centro recebeu recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), em um montante não revelado, e começou a desenvolver as tecnologias de acesso por rádio há três anos. O projeto específico de desenvolvimento do sistema WiMAX teve início este ano e, de acordo com o instituto, "resultou em uma tecnologia flexível e de baixo custo operacional, capaz de atender os requisitos necessários para viabilizar sua implantação e operação no Brasil", em comunicado à imprensa.
De acordo com o CPqD, a solução que será transferida é composta de estações radiobase (ERBs), estações de assinante e sistema de gerência de rede e serviço. A solução que será transferida suporta serviços de vídeo, voz e dados para atendimento de áreas urbanas e rurais, assim como regiões mais remotas do Brasil.
Nesta primeira fase, a tecnologia já disponível – pronta para ser transferida para as empresas que vão fabricar os equipamentos – contempla ERBs padrão WiMAX na freqüência de 3,5 GHz, terminais de assinantes com interfaces WiMAX (3,5 GHz), acesso WiFi nas freqüências 5,8 GHz, 2,4 GHz e 900 MHz para o usuário e sistema de gerência de rede e serviço.
O CPqD afirma não ter conehcimento de nenhum outro instituto de pesquisa que desenvolva tecnologia no padrão WiMax e a coloque à disposição de toda a indústria, de forma aberta, através de contratos de licenciamento.
O instituto se prepara para implentar o padrão em várias outras faixas de freqüência, para se adequar às possíveis mudanças no cenário, e afirma que a própria TV Digital poderá se beneficiar da tecnologia, utilizando-o como canal de retorno para a interatividade.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tentou promover um leilão de freqüências WiMax em setembro de 2006, nas faixas de 3,5 e 10 GHz. No mesmo dia, no entanto, o leilão foi suspenso pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que questionava os valores mínimos cobrados. Desde então, o processo licitatório está parado.
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