Telecom
Presidente da Embratel admite que '3G tem muito mais escala que WiMax'
Operadora, no entanto, faz piloto de banda larga sem fio pelo padrão WiMax no Rio e em São Paulo, mas afirma que o foco será corporativo.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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O presidente da Embratel, Carlos Henrique Moreira, admitiu hoje, ao participar do Fórum Telequest, que a banda larga pelo padrão WiMax "ainda não está disponível e vai competir com a terceira geração de celular, que tem escala muito maior".
A operadora é uma das poucas detentoras de licenças em freqüências onde seja possível implantar WiMax porque adquiriu faixas de 3,5 GHz no leilão realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em 2002. Além dela, detêm hoje tais licenças a Brasil Telecom (que comprou a Vant) e a Neovia, as três com freqüências adquiridas em 2002.
Moreira discutia, no fórum, a necessidade de as operadoras discutirem com o governo formas de disseminar a banda larga no Brasil. "Cabe ao setor discutir o assunto e ajudar o governo a encontrar uma solução", afirmou.
Segundo ele, as empresas de cabo, por exemplo, só cobrem hoje entre 6 e 7 milhões de residências. "Teria que se vender muito mais licenças", afirmou, lembrando que o País não vende novas outorgas de TV a cabo há anos.
A terceira geração de celular é uma opção para que a banda larga se dissemine, mas ele lembrou que, "para atender a população de baixa renda, vai depender de escala", o que não deve ser obtido em um primeiro momento.
O leilão de terceira geração está marcado para 18 de dezembro e, nas previsões do presidente da Brasil Telecom, Ricardo Knoepfelmacher, as redes não devem estar prontas para a oferta de serviços antes de seis ou oito meses.
Em relação à oferta de banda larga pelas redes de cobre, vendida pelas operadoras de telefonia fixa, Moreira ponderou que a infra-estrutura cobre 48% das residências do País hoje, "mas a adesão é muito baixa".
Por isso, para ele, era preciso "avaliar a questão sob todas essas vertentes" para se chegar a um modelo que permita ampliar as taxas de penetração da banda larga no País, hoje em cerca de 7% da população.
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Na Futurecom 2007, a Brasil Telecom também informou que seu foco na oferta de WiMax com as licenças da Vant será o segmento corporativo. A empresa faz testes em Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e São Paulo (SP), mas tem licença em 16 cidades.
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