Telecom
Nos 4 primeiros lotes de 3G, operadoras pagam R$ 1,18 bi de ágio
Média de acréscimo em relação ao preço mínimo proposto foi de 169%. Caso a média se mantenha assim, Anatel poderá arrecadar 7,5 bilhões de reais, em vez dos 2,8 bilhões de reais mínimos.
Por Tais Fuoco, do COMPUTERWORLD
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O ágio pago nos quatro primeiros lotes de terceira geração de celular, que envolveram os estados de Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe, somou 1,18 bilhão de reais. Os lotes foram ganhos, respectivamente, por Vivo, Oi, TIM e Claro, com ágio médio de 169% em relação ao preço proposto.
Caso as operadoras mantenham a mesma disposição de brigar pelos lotes de freqüência, o governo poderá arrecadar mais de 7,5 bilhões de reais com o leilão. O preço mínimo de todas as faixas, somadas, era de 2,8 bilhões.
Nesta manhã, o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, afirmou que as matérias veiculadas na imprensa e que falavam em um ágio de 1 bilhão de reais em todo o leilão eram "exageradas" na sua opinião, mas ele preferiu não fazer estimativas.
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Serão vendidos 36 lotes em todo o País, mas nos quatro primeiros a previsão de ágio considerada exagerada pelo executivo já foi superada.
As regiões que prometem maior disputa - as que envolvem a capital paulista e o interior de São Paulo - ainda não foram leiloados e o processo pode ficar para a quarta-feira (19/12), já que a agência licita, neste momento, a primeira das quatro licenças da região da Brasil Telecom - estados do Sul, Centro-Oeste e região Norte.
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