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Agressividade da Nextel no leilão era esperada pela Anatel

Agência poderá leiloar a banda H - que deixou para uma outra oportunidade - assim que as operadoras não atendidas por este leilão manifestarem interesse.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

18 de dezembro de 2007 - 17h25
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A ferrenha disposição da Nextel - única surpresa neste leilão de terceira geração de celular - em cada um dos lances não surpreendeu a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Segundo Jarbas José Valente, superintendente de serviços privados da agência, "há muito tempo a Nextel nos pedia licenças para oferecer serviços de rastreamento de cargas em corredores de rodovias", afirmou ele aos jornalistas.

A Nextel tem brigado por todos os lotes, mas até agora foi derrotada, respectivamente, por Vivo, Oi e TIM. Neste momento, ela briga com a Claro pela última licença que permitirá atuar nos estados de Rio, Espírito Santo, Bahia e Sergipe.

A operadora que perder não poderá atuar em 3G nessas regiões, mas a Anatel ainda reservou a banda H para licitar em outra oportunidade. Nas contas de Jarbas Valente, "pelo menos duas grandes operadoras devem ficar de fora" da disputa em todo o País, já que oito grupos apresentaram propostas, mas Vivo e Telemig podem ser contadas como uma só, já que a Vivo está assumindo o controle da empresa mineira e só existem quatro licenças em cada região.

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Segundo Valente, a banda H poderá ser vendida "a qualquer momento, basta que as operadoras interessadas peçam", afirmou. Apesar do ritmo lento com que os lotes estão sendo vendidos - cada empresa tem 15 minutos para cobrir a oferta da rival - Valente considerou o leilão "excepcional".

Segundo ele, "não é o ágio que importa, mas o sucesso do modelo, que garante que tenhamos quatro empresas em cada região". Na sua avaliação, a competição vai fazer com que os 1.836 municípios que hoje não dispõem de rede de celular sejam cobertos "em um ano" e não em dois, como prevê o regulamento.

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