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Nextel nega ter entrado no leilão para aumentar ágio e agora espera a banda H

A companhia foi uma das responsáveis pelos altos ágios pagos nos lotes vendidos esta semana, mas diz ter perdido parte do interesse ao sair derrotada nas primeiras regiões.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

20 de dezembro de 2007 - 15h09
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leilao_cel_seloA Nextel, grande surpresa nos leilões de freqüência de terceira geração de celular, negou há pouco (20/12) ter entrado na disputa apenas para inflacionar os preços mínimos, como se chegou a cogitar nos primeiros dias da disputa.

A companhia entregou proposta para todos os lotes, sempre com preços acima do mínimo, mas saiu derrotada em todos eles e não levou nenhuma licença.

De acordo com Alfredo Ferrari, vice-presidente da área jurídica e regulatória da companhia, a intenção da empresa era complementar a sua atual oferta, que é de telefonia por radiochamada com a tecnologia iDen, da Motorola.

"Não faz o menor sentido dizer que só entramos para inflacionar o processo", afirmou o executivo. Segundo ele, toda vez que a Anatel lança uma licitação, a companhia avalia se deve participar.

Neste caso, ela entendeu que a terceira geração de celular era uma boa oportunidade tanto para ampliar a cobertura de sua rede como para oferecer banda larga, algo que não existe na tecnologia iDen.

"Quando perdemos as regiões I e a II, avaliamos que o processo já não era aquilo que desejávamos", explicou o executivo. As áreas I e II foram os estados do Sudeste - Rio, Espírito Santo, Bahia e Sergipe - e as áreas onde atua a Brasil Telecom, como os estados do Sul e Centro-Oeste, incluindo Brasília (DF).

Segundo Ferrari, a Nextel "vai participar do leilão da banda H e tem total interesse em que ele aconteça o mais rápido possível". A banda H foi reservada pela Anatel para uma segunda oportunidade de venda de licenças 3G. Ela tem a vantagem de não dispor de compromissos de abrangência, como aconteceu com as bandas F, G, I e J, vendidas nesta semana.

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A Anatel informou na quarta-feira (19/12) que, diante do grande interesse despertado nesta licitação, pretende vender as licenças da banda H dentro do primeiro semestre de 2008. Ferrari considerou que, apesar da Nextel ter saído derrotado, "a modelagem do leilão foi um sucesso e o resultado como um todo foi bom para o País".

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